::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

Olha eu aqui, ó: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


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Das mãos escritoras... À vida vivente!

Deixei de escrever tantas linhas no papel. E passei a escrever outras linhas na vida. Talvez.
Engraçado como sinto falta dessas linhas que, agora passadas a limpo, parecem retas. No papel são sinuosas, talvez porque fecho os olhos quando escrevo coisas ad’intra.
Nem sei exatamente o que importa nisso tudo. Ou se tudo importa. Mas acho que sim... Esse tudo é, senão, a importância de cada coisa.


* * *

Eu continuo encantada pelos gestos de acolhida que a vida nos dá... Gestos que vivificam. Uma mão por sobre a outra. Um abraço de saudade – quantos dias esperei! Um “cheiro” nos cabelos. Um vinho dividido na xícara – porque é em algo assim tão simples que as belezas mais escondidas se revelam. São toques que, de tão belos e carinhosos, fazem soerguer nos poros flores.

Eu nem sei mais quão divinos são esses acontecimentos pequenos, mas tão cheios de vida. Para alguns, são rotineiros. Mas para mim são sinal de graça. Cada gesto revelador de um carinho ímpar é uma ação de graça. Uma doação, um encontro. Sobretudo, um encontro bonito e feliz.

Não me preocupo em estabelecer relações de continuidade nestes parágrafos. Talvez, nem em outros que escreverei, a não ser que sejam textos científicos. Cada parágrafo é um estímulo, uma idéia, uma sinestesia. Diferentes, mas iguais... Mantém a mesma essência, esta que se encontra no fundo dos meus olhos, mesmo quando minhas palavras são avessas, contraditórias, por vezes. Deixo sentir.

* * *

Antes eu precisava escrever para saber como seria viver. Agora, penso: preciso viver para, quem sabe, entender se sei escrever. Porque o texto mais misterioso e encantador a ser escrito é a própria VIDA.



Escrito por Melissa Rocha às 20h57
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Para que a vida tenha mais força...

 

Tenho tido preguiça de escrever. E isto é grave, pelo menos para mim. Eu sempre vivi de escrever; é um dos meus melhores dons. Escrever é comunicar-me de forma próxima, sem estar, necessariamente, presente em corpo físico.

Lembro-me das épocas em que semanalmente, religiosamente, eu escrevia uma crônica e publicava-a no blog. Hoje, eu me apropriaria delas mais uma vez. Elas continuam a dizer de mim, e a me dizer. Porque escrever é uma celebração constante de tudo o que sou e fui. E o que ainda haverei de ser.

Escrevo do lugar onde páro e olho. Mesmo parada continuo a movimentar-me. O lugar onde páro e olho é meu ponto de vista. É meu ponto de encontro comigo e desencontro com a hora do dia. Mas é encontro com o tempo.

Eu ainda sou lugar dos poemas que fiz para quem queria conhecer, encontrar. Versos que dediquei ao amor.

Eu voltei a escrever... Para o meu bem e, quem sabe, para o bem dos que se sentem "confortados" ou agraciados por aquilo que escrevo.

 

Abaixo, um poema que escrevi por decorrência di aniversário de um amigo no mínimo querido:

 

Porque sou poeta...

 

Eu não sei de onde vêm os sonhos

Não entendo muito sobre mistérios

Sei apenas sentí-los:

Doce essência

Que só conheço por viver.

Presença afável de Deus

Que se revela em cada linha

Que desenho, percorro, movo, páro, desejo.

Caminhos...

Porque sou poeta, canto

Porque sou poeta, a cada minuto

Desejo, sincero,

Tocar a beleza das coisas...

Porque sou poeta, sou prece

Que a prece realize dentro de mim

E no mundo toda mudança necessária.

Porque sou poeta, amo:

Tudo aquilo que, de dentro de mim,

Exala ternura que vai ao outro

E volta para mim...

Só sonho porque assim sou

Porque a verdade

É capaz de me livertar

Porque a razão 

É capaz de clarear

Porque a vida

Me faz viver.

Amo em tudo quanto faço, 

sofro, 

luto,

vibro,

celebro.

VIVO!

 

(Melissa Rocha 8/12/2008)

 



Escrito por Melissa Rocha às 22h41
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Tudo há

Eu decidi subeverter
Transformar todo ponto em discrepância
Todo verbo em vida
Todo incenso em flor.

Todo octógono agora é círculo
E todo cubo é bola
Giram e rodam os sentidos das linhas retas.

Fiz do fogo o descanso
Da tensão... fiz cansaço!
Que a água arde e queima
E transforma na voz o estilhaço.

Do sorriso faço brisa
Do carinho das mãos faço des... alento!
Do pó à massa, passo e junto
Cada tudo de mim
Espalhado por aí.

Feio me soa belo
E até onde alcançam os sentidos de outrem
Encho todos os cantos
Do vigor da poesia que consome e faz viver.

Afinal,
Quanto de mim há em tudo?
E quanto de tudo há em mim?

Escrito por Melissa Rocha às 02h05
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"Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar..."

Vivo della mia morte e, se ben guardo, Felice vivo d' infelice sorte; E chi viver non sa d' angoscia e morte, Nel foco venga, ov'io mi struggo e ardo. (Michelangelo Buonarotti)

Viver, caro Michelangelo, não é só angústia e morte. Ainda bem que não.
Não obstante, é bom vivermos a angústia para sabermos o quão importante é ter vida.
Que o fogo venha. De tanto brincar com fogo, que venha o fogo então.

La vita è adesso, non è?

Então...

Non ho niente altro da dire.

Escrito por Melissa Rocha às 13h10
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A poesia que, agora triste, mesmo assim vai de flor em flor.


Não sei para onde olhar. A espada está tão suja de sangue... Cheia de coágulos que tantas lágrimas ainda não deram conta de limpar.
Sinto-me como um rio represado, numa tensão que corrói suas margens, suas barragens, e atiça seus peixes e toda vida que há em seu leito.
Caminhei tanto, passei por tantos vales sombrios com a espada na mão, lutando bravamente, matando os Orcs. Senti o gosto amargo e o cheiro do sangue deles respingado em meu rosto. Tudo... Tudo eu suportei. Com a espada sempre digna. Porque agi com verdade. Porque fiz do meu coração o escudo.
Sinto que acabei a luta sozinha. Não sei se perdi ou ganhei. Não sei se isso importa.
Meus olhos incham e marejam por não saberem para onde olhar. E os pés doem por não saberem para onde ir. As sandálias têm os solados gastos, os pés estão expostos aos espinhos. As panturrilhas pesam, confessam aos pés cansaço. E os joelhos é que mantêm o corpo, de alguma maneira, sustentado. Mas também com dor. Eu preciso de ajuda para andar. Não consigo caminhar agora. A dor dos joelhos não permite o movimento. Todos os guerreiros passam e dizem: força, continue, você agüenta. Mas nenhum deles me estende os braços para que eu possa iniciar outra caminhada ou prosseguir.
E passam ventos cheios de folhas e ciscos da natureza ali presente, neste outono... Entram nos meus olhos os ciscos. Tornam-os mais vermelhos e caem mais lágrimas. Molham meu pescoço, o peito, caem no chão seco.
Falta comida na bagagem, falta agasalho para o frio que vem, falta querosene para acender o fogo.
Lutei tanto. A luta árdua. Vigorosa. Majestosa. E para nada nem de nada valeu.
Sinto-me derrotada. No momento mais difícil, sozinha. O vento da floresta é frio, seco. Cheio de poeira.
A lua se escondeu com sua luz tímida e não me doa seu brilho. O sol parece não se lembrar de mim. As flores desabrocharam e viraram-se para o outro lado.
Não vejo a luz... Temo o próximo passo. Temo o próximo lugar.

Escrito por Melissa Rocha às 01h11
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Esse sorriso...



Escrito por Melissa Rocha às 23h37
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Daqui deste banco, olho

Marca passos com muletas
Marca tempos com os pés
Vagaroso.
Os ruidosos motores
As gentes na praça
Os bancos, espaços
Espaços entre as folhas de jornal
E a cultura de ignorar
Discrepâncias.
Relutâncias.
A insalubridade dessas calçadas
Ameaças à dignidade
Indignação.
O desesperador grito silencioso dos olhares famintos sedentos de vida, pão e graça.
A ausência das cores reluzentes da cidade veloz.
Trilhos de metrô uivantes
Enquanto adoçam cafés nessas esquinas.
Adoçam a amargura dos meio-fios de tantas mãos estendidas pedintes
De tantos pés que tocam um chão mais frio, mais cruel, mais sujo.
Que passam manchetes desses dias?
As cores desses times, os pontos desses ônibus de motores ruidosos, ruídos surdos!
A cidade
Inefável sustentar de torres e pilares maleáveis
Concretos cinzas que escondem ou revelam elegias.
Progresso nestes bulevares
Cada vez mais espaço
Cada vez mais arestas molhadas
Cores foscas e ofuscadas
Picolés de saudades, sabores de outros dias.
As bicicletas deste hoje contornam outras esquinas
Os meninos procuram lugares de outrem
Os seus pais não estão ali.
A dança desses dias satura as imagens, fotos.
Esses pés com chinelos
O correr dessas pernas
O reflexo no vidro.
Tanto espaço.
A cidade.
Mais espaço.


Melissa Rocha
Belo Horizonte, 02/07/2007

Escrito por Melissa Rocha às 09h35
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TUDO O QUE MOVE É SAGRADO

Sacramento, no popular, é ritual que marca as fases da vida do crente. É um conceito cristão.

“Sacramento” é "símbolo de coisa sagrada" ou "forma visível de uma graça invisível". (Santo Agostinho)

Sacramento vem do latim - sacramentum, mysterium, traduzidos do grego mysterion. O mistério não significa, porém, uma deficiência humana, um “não-saber” ou “não-atingir”. O mistério leva o ser humano ao conhecimento do outro, e a maneira adequada de se conhecer o outro é amando-o. O mistério é invisível, o sacramento é o sinal dessa graça invisível.

Na tradição cristã-católica esse Mistério é o Acontecimento Pascal, a celebração da vida, morte e ressurreição de Cristo e a doação do Espírito Santo. Os sacramentos, pois, condensam a celebração do todo da vida, a festa.

 

Em cada sacramento celebramos a graça de Deus presente em nossa vida à luz do Mistério Pascal de Cristo, recordando este mistério. Mesmo antes ou sem a celebração dos Sacramentos a graça de Deus está presente. O sacramento é a celebração desta presença.  (Hottz, p.18)

 

A graça de Deus não se trata de algo fora do ser humano, mas a relação deste com Deus. Graça é dom, ato recíproco e gratuito, não é mérito do ser humano, graça é charis (grego), favor sem recompensa, Deus se doando.

Se sacramento é sinal visível de graça e graça é Deus presente, como podem os sacramentos ser meramente ritualísticos, como são entendidos na grande maioria das vezes? Sacramento é a celebração, a foto e a lembrança de, por exemplo, batizado, primeira Eucaristia? Como pode o todo da vida não ser sacramento?

Estar na presença do outro, amar o outro e, assim, conhecê-lo, é fazer e tornar a vida momento de encontro sacramental.

É sacramento uma troca de olhares mútuos, recíprocos. É sacramento um bom dia ao vizinho. É sacramento o encontro a dois a fusão, complementação de corpo, mente e alma animus e anima[1]. Em tudo isso podemos observar como somos seres – como diz Leonardo Boff – de estrutura pascal.

 
(a continuação é o post anterior, parte II)

 

[1] expressão difundida pelo psicanalista C.G. Jung para designar a dimensão masculina (animus) e feminina (anima) presentes em cada pessoa.

 



Escrito por Melissa Rocha às 01h26
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TUDO O QUE MOVE É SAGRADO, PARTE II

(...continuação)

 

Fazer da vida sacramento é admitir, viver e reconhecer a presença e penetração da graça de Deus em nossos dias. Os sacramentos da Igreja são convites à vivência da experiência de Deus. São convites a experimentar Deus, a estar na e ser transcendência. Assim, podemos encontrar o sagrado naquilo que, por vista grossa, é profano. Tanta coisa é profanada por nós mesmos... O amor, a família, a amizade, a relação com a natureza, enfim, a relação com o alter[2], que não é uma pessoa ou outra, mas um todo de gentes e de gente. Deixamos secularizar aquilo que é o mais sagrado de todos os acontecimentos: a vida. A vida enquanto dom, nosso e de Deus; a vida enquanto direito; a vida enquanto existência; a vida enquanto essência humana, e, logo, divina.

A vida precisa do cuidado de mãos que sabem cuidar – ou de mãos que podem aprender a cuidar, de gestos que amam, gestos que purificam, palavras que vivificam, olhares e visões que plenificam, abraços que complementam e completam, ações que a engrandeçam, doação de coração, espaço para a transcendência.

Nossas ações de morte são, por vezes, inevitáveis. Mas a morte não é um oposto à vida, é parte da vida. O que não significa que deve haver morte para que a vida se faça, que deve haver opressão de gentes e mentes para que o ser humano seja livre e tenha sua dignidade e sua cultura respeitadas.

Viver é o todo. É a grande liturgia! É permanecer e movimentar-se num cosmos de relações íntimas com o coração de Deus a todo instante. Porque estar no coração de Deus é pisar neste chão, caminhar com os pés e tudo o que somos em direção a uma “mística de tudo”, ou uma “espiritualidade na carne quente e mortal, dimensão do ser humano” (Boff, p. 51).

Viver é, por excelência, um ato sacramental. É sempre selar compromisso, é sempre criar encontro e espaço privilegiado para a transcendência.

Por isso, já dizia São Tomás de Aquino: “A TODA VIDA, TODA GRAÇA!”

 

 

 

 

 

BOFF, L. Espiritualidade – um caminho de transformação. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.

BOFF, L. Tempo de Transcendência – o ser humano como um projeto infinito. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.

HOTTZ, Paulo Roberto. Sacramentos I. Apostila do Instituto Diocesano de Teologia Monsenhor Barreto.

CIC – Catecismo da Igreja Católica. p. 222, 774. São Paulo: Loyola, 2000.



[2] Alter – outro.



Escrito por Melissa Rocha às 01h25
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MELtodologia

Eu ainda não sei se existe a necessidade de ser um todo coerente. Ou melhor, de aparentar isso para outrem.
Tem tanta gente que se preocupa com isso. Talvez nunca tenha sido a MINHA preocupação. E por isso pode emanar de mim uma incongruência superficial. Superficial, porque é aparente. Dentro de mim, tudo em mim é justificado por cada voto que faço de entender e enfrentar a vida, por cada tentativa de apostar nesse dom. Melhor do que enfrentar e encarar a vida, eu olho com doçura para ela, abraço-a, e levo-a, firmemente e levemente, sobre minhas costas.
Entre o sagrado e o profano, o certo e o quase certo, o elástico e a alma, o anzol e a isca, eu existo sob várias possibilidades de ser eu mesma. O que não conjetura, de maneira nenhuma, contradição intermitente, febril.
Digamos que eu sou um absurdo com uma linha nexual.

* * *

Fico tateando estrelas enquanto coloco firmes os pés no chão.
*Gosto de imaginar esta cena de mim mesma*
Caminho pela rua ouvindo canções e sorrindo.
*Baladinhas. Sambas. Xotes*
Dedilho as cordas do meu violão pra que ele ouça o arpejar doce que lhe ofereço.
Canto.
Acordo a cada manhã, vejo a cor e sinto o cheiro desse sabor colorido.
*Verde é uma cor bonita*

Penso, penso, penso...
*Mesmo quando não quero*

E, digo mais: sinto.
*Não há precipícios nessa vertigem. Só descobre isso quem se joga*


Se estiver difícil de entender, dê-me um violão. Ou permita-me livrar-me, por alguns segundos, da arbitrariedade disto que chamamos língua, linguagem escrita, para somente sentir.

Então...
*Silêncio*


Escrito por Melissa Rocha às 18h50
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EU QUERO O TEU SORRISO NO CORRER DA MINHA HORA.

É. E o que eu faço com o teso das coisas?
Esses vulcões de meu corpo e minha alma em erupção.

*

Quero todo esse carinho comigo e de mim.
A descoberta de ser e estar.

*

Esses cafunés.
Esses beijos.
Esse abraço.
Essa vida.
Essa partilha que agrega.
Eu quero, eu quero, eu quero.

*

O pronome é de tratamento: você. E o meu é pessoal do caso reto: eu.
Mas eu quero pessoal de todos os casos, retos, oblíquos, absurdos, certos, intensos, inteiros, fortes, mansos, puros, quentes, coloridos: NÓS!

*

— tudo acontece quando tem que acontecer, você estando lá pra ver ou não.
— e quando menos se espera.
— .
— .

Reticências.


Escrito por Melissa Rocha às 23h02
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FEZ-SE CICLO NESSE ABRAÇO.
QUE EU QUERO QUE NÃO TENHA FIM.
A REALIDADE PRESENTE QUE QUERO PLANTAR NOS SONHOS.

ESSES OLHOS DE VERDADE. VERDES. ANJO.

E RIMA COMIGO, MEL.

Escrito por Melissa Rocha às 23h20
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Quer saber de uma coisa?

Eu to é bem!

Tudo passa.

Até as uvas-passa.

 

Ô Deus, ajuda aê. Manda o minino-homi-lindo certo!



Escrito por Melissa Rocha às 16h00
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PODE SER QUE O MUNDO SEJA UM MOINHO

Queria me inundar menos de sentimentos

E queria, mais ainda, neste momento, ser egoísta o suficiente

Pra afastar essas dores, a mágoa no fundo da alma

Essas juras secretas que faço para a lua.

 

Olho para tudo e tudo parece uma bobagem

Tudo parece se usar de um falso encanto

Da flor da laranja até esses cigarros de cheiro do mato que eles fumam.

 

Eu recitei o poema de Gonçalves Dias na hora errada.

Eu cantei as canções também.

Eu fiz versos.

 

As pessoas pedem calma.

Mas não entendem que eu preciso é de mais alma.

Alguns precisam de um entorpecente pra se livrar das dores

Outros, precisam de uma redenção.

E a condição de prostrar-se não é deveras indigna;

Ela precede a posição ereta, precede a redenção.

Não há vida sem espinhos, não há Cristo sem cruz.

 

O senhor do chapéu canta um samba triste

Canta a melodia soletrada em “laiá”

E diz que o mundo mói e tritura nossos sonhos, os mesquinhos

E reduz as ilusões a pó.

 

Nosso silêncio é o bem-estar do outro, enquanto o peito grita de fúria.

Nossa expressão é a insegurança do outro, enquanto precisamos dizer, e até fazer poesia.

Não existe o tamanho da nossa dor,

Mas sim a imensidão das confusões alheias.

 

Não me peça pra não sofrer.

Não me peça pra não chorar.

Não me peça o impossível impassível.

 

Um dia eu vou melhorar.

E só!



Escrito por Melissa Rocha às 00h55
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A PIOR DOR DESSE MOMENTO


Quando tenho dor, o palco precisa ser de seu exato tamanho. Porque é ali que me entrego a mim e ao mundo.

Quando tenho dor, quero dançar a vigor e à força do sentimento.

Quero cantar cada nota de um acorde cheio de tensões e diminutas, e depois aumentadas de um sentimento par. Soa uma canção em tom menor. Como eu.

Quero que o mundo me veja encenar minhas emoções.

Quero que todos os santos ouçam minhas orações.

Andei, sonhei e sofri tanto. Fiz tudo do jeito que pude. Um mar de sentimentos. E morro afogada por eles. Amo do jeito que a alma pede.

Continuo andando, porque a vida segue em frente. Sem mim, sem você. Comigo, ou com você. Conosco ou “sem nosco”.

Não foi a mesma praça, nem o mesmo banco. Uma era úmida, outra o sol queimava nossos rostos e secava as lágrimas, deixando marcas em nosso rosto.

Eu me perdi naquela esquina cheia de gente, cheia de picolés e brincos.

Eu me perdi naquela esquina cheia de gritos, cheia de pés, cheia de passos.

Eu me perdi naquela esquina cheia de medos e policiais, cheia tristezas, propagandas e comerciais.

Eu me perdi naquela esquina. Eu fiquei e você foi caminhando, misturando o seu azul ao céu azul que se fechava pra não me mostrar a lua naquela noite. Ela dormiu na noite escura. E eu fiquei em vigília esperando um dia não tão novo, sem uma taça de bom vinho pra aquecer meu peito angustiado, apertado. Já que agora não tenho seus braços.

Eu não posso acreditar nesses sonhos meus de amor de amar. Eu nem os quero. A realidade é o que há de melhor à racionalidade.

E eu continuo só. Do jeito que talvez sempre tenha sido. Eu, num alto edifício no meio do mundo. Só que no primeiro andar. E você, caindo nesse abismo enorme, tão fora de mim.

Já não é a vez primeira. Outras vezes foram. Foram outros amores. Em nada iguais a você.

E em todas as vezes... E em todas as vezes... Em todas as vezes sofri. E chorei. Tanto.

É dessas lágrimas que irei suscitar um novo EU. Delas recolherei sais para as flores novas que um dia surgirão. Rosas vermelhas como as que eu nunca tive. Ou talvez... amarelas? Amarelo. Olho para as estrelas e não as vejo. Não sei se não estão aqui, ou se minha visão é tão turva que não as enxerga. Talvez elas não brilhem para mim.

Há pétalas no chão em que você não está deitado me esperando.

E agora chove. Não há rosas, nem botões para serem banhados por esta água tão digna.

E não me fazem mais um rock. E se fazem, pode crer que não é sobre amor. Não me levam, nem aprendem a dirigir por mim.

Passo-vos bem, meu coraçãozinho-cisne quebrado.

Por tudo que passa em minha vida, caminharás sozinho.

Numa constante busca pela minha alma perfeita.

Numa cena perdida, sem amor ao meu lado, sem olhos para ver o céu acima de mim.

Meu tempo já está chegando, e então eu serei para sempre sua.”

(Forever Yours – Tarja Turunen)

Durmo. Fico em vigília. Danço para a lua a dança da lua.

Um dia despertarei, doce e amada, meiga e bela, e darei meu calor ao luar. Sentirei prazer e sonharei.


Melissa Rocha



Escrito por Melissa Rocha às 15h19
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