::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

Olha eu aqui, ó: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


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Perdão.

Perdoem-me... Mas eu preciso, hoje, relatar o que estou sentindo.

Sinto-me triste, com a alma moribunda vagando por ai...

Eu tenho motivos para estar ou não triste.

Às vezes minha existência me incomoda, como hoje está acontecendo. Meu peito se enche de um ar impuro, que não retorna à atmosfera; fica preso aqui, me causando dores e náuseas. É horroroso. Sinto-me tonta, inerte, caída.

Perdoem-me. Eu precisava dizer isto. Sei que não é nem um pouco interessante ler este tipo de coisa, mas eu precisava. Perdão.

 

Desânimo (Fragmentos)

(Álvares de Azevedo)

Estou agora triste. Há nesta vida
Páginas torvas que se não apagam,
Nódoas que não se lavam... se esquecê-las
De todo não é dado a quem padece...
Ao menos resta ao sonhador consolo
No imaginar dos sonhos de mancebo!

Oh! voltai uma vez! eu sofro tanto!
Meus sonhos, consolai-me! distraí-me!
Anjos das ilusões, as asas brancas
As névoas puras, que outro sol matiza.
Abri ante meus olhos que abraseiam
E lágrimas não tem que a dor do peito
Transbordem um momento...



Escrito por Melissa Rocha às 21h32
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Estou triste!

Perdão!



Escrito por Melissa Rocha às 21h12
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Aplausos

Um aplauso. Uma dúzia deles, desencontrados ou não. Aplausos.

Hoje, eu vi um espetáculo de vida acontecer! O homem, com todas as suas limitações, é capaz de transcender e, sucumbir, isto mesmo, deixar de existir, para ser mensagem, para ser motivo de esperança para a existência humana, a condição à qual estamos sempre sujeitos.

Música. Para mim, por motivos óbvios, a maneira mais eficaz de se expressar sentimentos. Mas pode ser mal empregada e interpretada.

Eu vejo na tevê, nas ruas e nos rádios a coisificação do ser humano através da música; nádegas declaram-se livres e soltas (isto pode ter um ar um tanto quanto irônico) para irem de um lado para o outro, bendizendo a sua existência.

- Benditas sejam as bundas e suas danças malditas! Benditas sejam!

- Benditos os absurdos que se fazem por causa de bundas!

- Benditos os que compram bundas!

- Benditos os que vendem o corpo humano!

Eu vejo a mulher ser imbecilizada, ensandecida em sua condição e ainda responder a "carinhosos insultos", bonitas e afáveis expressões, como: "cachorra", "tchutchuca" (eu nem sei como escrever isto).

Vejo crianças sendo levadas por seus pais a situações nada interessantes para a sua formação humana. Colocar uma criança seminua dançando "segura o tchan?!" Sinceramente, pais inconseqüêntes, quando eu tiver filhos eles não farão isto. Primeiro porque eu não gosto. Segundo porque é ridículo. E não venha a sociedade dizer que a criança quer. Pode até ser que sim, porque criança se encanta com luzes, com aplausos, de fato. Mas ainda assim são inocentes.

A sociedade aplaude toda esta série de inconseqüências e muito mais. O mundo aplaude isto.

- Vamos lá! Aplausos, aplausos! Continuem segurando o tchan e amarrando também! Aplausos!!!

Enquanto o mundo aplaude tudo isto que, para mim é das maiores insanidades, aplaude sua própria estupidez, eu vejo, aqui, gente cantando nas ruas sem nenhuma pretensão. Vejo, como vi hoje, uma pessoa deficiente ultrapassar seus limites no aprendizado de um instrumento. Vejo ainda, uma professora de canto emocionar-se ao ver sua aluna doente da garganta alcançar notas mais agudas com mais tenacidade.

Eu aplaudo isto! De pé, com ânimo e fortaleza! Com vibração, com alegria e entusiasmo, porque é disto que a vida humana precisa. O mundo tem sede. Sede de dignidade.

- Benditas sejam as vozes, benditas sejam as mãos, benditos os ouvidos!

- Benditos os que fazem viver!

- Benditos os que dignificam a arte e a vivenciam com amor!

- Benditos os "humanos"!

Eu assisti a tudo isto. Eu vi, com tristeza e distância, a coisificação da espécie, e vi, irradia de alegria, cenas de almas e pessoas e mãos e vozes competentes.

Eu pude cantar uma canção com mais tranqüilidade. Pude dizer que "cantar era buscar o caminho que vai dar no sol".

Aplaudir. Nem tudo. Nem tudo o que convém. Aplauso faz viver. Aplauso eterniza.

Que não eternizemos as benditas bundas! Que não eternizemos os vis descasos desta sociedade.

Busquemos o caminho que vai dar no sol.

Ao som de: Shaman - Ancient Winds; Lendo: Cristóvão Buarque - Os Tigres Assustados.



Escrito por Melissa Rocha às 18h51
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Eu queria saber... O que é ser livre?

Eu gostaria de saber o que é ser livre, e saber se o sou.

A liberdade não é dada apenas com o ato de sair de um lugar para o outro, tampouco estar livre de seus familiares, ou de determinada pessoa. Não. Ser livre é muito mais que qualquer atitude ou palavra que defina liberdade.

Liberdade é, mais que possam dizer os lábios meus com suas insanas afirmações.

Liberdade é, mais que possam vomitar a sociedade e os preconceitos que a impelem.

Não. Não sabemos o que é liberdade. Não vivemos livres.

Temos medo de nossos próprios sentimentos. Quer prisão pior que esta?

Temos medo de nos arriscar por um sonho... Por um amor... Por um ideal.

E de que são feitos os sonhos? Que sentimentos nos são impelidos quando sonhamos? O sonho já é um suspiro à liberdade!

Um amor... Sim. Um amor. O amor é a maior arma e a melhor saída para quem quer ser livre. O amor nos tranca em nosso coração, e ao mesmo tempo nos torna livres. Uma liberdade que não nos é imposta, quanto menos solicitada; uma liberdade que nós é dignificada, inusitada... Uma liberdade que dispensa - de minha parte - explicações. A liberdade de amar não tem pretensão; é uma borboleta que sai do casulo para o tempo, para os cosmos, sem esperar por quem irá aportá-la, segurá-la, prendê-la, impedi-la de voar. E é maravilhoso cada bater de asas... observar a borboleta faceira no ar.

Um ideal... Afinal de contas que é um ideal? É algo para o qual nos empenhamos em ser. Servir. Ser referência. Ser reconhecidos. Estar por um ideal é muito mais que vestir uma camisa. É dizer-se parte desse ideal. É, em cada atitude, buscar agir com sabedoria o suficiente, para que, no ideal, exista a tua liberdade. Liberdade de tal modo que possa ser teu falar teu agir, teu pensar e teu ser o ideal.

Finalmente, ser livre... É deixar-se guiar pela responsabilidade de seus sonhos... E fazer o que está em teu alcance para que teu sonho possa atingir o lugar desejado, a pessoa, o momento, o dia desejado.

É o que tenho a dizer sobre isto. É o que digo a respeito de ser livre... Será que sou?

Se não ainda, eu me esforço. Que haja responsabilidade em meus sonhos... E que eles se responsabilizem de minha felicidade, que sem dúvida está neles. O momento desejado. A pessoa desejada. A espera. O silêncio. A distância. O acontecimento.

Melissa Rocha



Escrito por Melissa Rocha às 01h12
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Tenho o que ficou, e tenho sorte até demais...

Qualquer lugar longe daqui, 10 de outubro de 2004, às 4h da manhã.

Hoje, nada de anormal parecia habitar o dia. Nada.

Uma manhã ensolarada, de comercial de margarina. Eu talvez precisasse disso hoje. Hoje. Porque a madrugada me trouxe saudade.

A conexão caiu. Eu pensara em reconectar, mas talvez não fosse proveitoso. E eis que, num ímpeto, às duas e meia da manhã, eu resolvo ligar a tevê. Felicity... A série que eu acompanhava desde 2000... Engraçado como eu ainda me identifico com aquela moça... É. Eu a via como moça há quatro anos atrás. Agora eu a vejo como se fosse eu ali... Engraçado. Eu não costumo me identificar com séries de tevê, novelas e tal. Se alguém quisesse saber de que maneira eu enfrento a madrugada e os meus medos, olhe para ela. Felicity.

Eu digo a vocês... É muito interessante e ao mesmo tempo diferente "me ver" na tevê. Eu posso achar tanto divertido quanto triste. Pois é... Eu e esse meu jeito calado de viver... Mas... É bem interessante mesmo... Eu me sinto às vezes como ela; meio indiferente com este mundo ai que pregam; badalação, um aqui, outro ali, farras sem motivo. Eu às vezes prefiro o silêncio do meu quarto e os pensamentos que ele me traz. Pode parecer egoísmo, mas eu penso que é necessário.

Eu preciso de alguns sentimentos bonitos e outros nem tanto, pra que eu possa filtrar minha alma assim. Pensar que alguns sentimentos de revolta fazem crescer. Amadurecem nossas vidas.

Eu gosto ainda, como a Felicity, de olhar o que tanta gente pode fazer lá na lanchonete que ela trabalha. De manhã, tanta gente pode fazer tanta coisa... Eu posso bem passar pelo Calçadão pela manhã, ir no Oba Sucos e comer aquele pão de queijo que me lembra algumas pessoas, sentar no banquinho da Ponte Velha e ali pensar tanta coisa... Pensar em alguns sonhos. Alguns sonhos que, para quem não os tem parecem tão absurdos... Imagino o quanto deve ser bonito construir uma família, assim como eu vejo a do meu irmão se formar... É bonito isso, não?! Pois é. Outro dia meu irmão esteve aqui e eu pude novamente perceber isto, e vislumbrar aqui mesmo tal experiência. Pedro dormiu aqui no meu quarto enquanto eu, para variar, estava aqui, em frente ao computador. Eu me irritara com ele antes porque ele batia as tampas das panelas umas nas outras e meus ouvidos tilintavam. Eu me senti como uma formiga quando ele, ao acordar, estendendo os bracinhos curtinhos e gordinhos, disse: "Tia Mel!" Eu fiquei sem reação. Peguei-o e tomei-o em meus braços. Coloquei-o em meu colo. Mostrei o computador a ele. Bonito como ele se encanta com as cores da tela, as luzes piscando. Ele me fez uma companhia que poucos fazem... A presença dele me encheu o dia. E ele jamais se dará conta disto, a não ser que eu diga. Enquanto ele estava em meu colo eu falei pra alguém aqui na internet: - Meu sobrinho está aqui no meu colo! (rs...) e fui retribuida com um "E ai, boyyy!" (rs...) Pedro faz seu primeiro contato pela internet... Justo com uma pessoa que eu guardo um carinho tão grande... Interessante.

Eu penso nisto. Bonito ter uma família. Eu penso em ter a minha... Sei lá... Penso em todas as noites, ao chegar em casa depois d e um dia chato e cansativo e cantar pra aquela pessoa tão especial...

E eu vou caminhando, esperando, como a Felicity. Um acaso anda junto comigo, eu sei. E vem me protegendo.

Caminho, âs vezes paro, descanso, surto, choro, grito... Caminho. Caminho e escrevo. Eu, o computador, a cadeira vermelha e uma garrafa de um líquido feito de água gaseificada, açúcar, extrato de noz de cola, cafeína, corante caramelo, acidulante e aroma natural ja quente, enjoativo como alguns dias podem ser. Mas não como o dia de hoje.



Escrito por Melissa Rocha às 19h08
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Um dia frio de primavera... Era tudo o que eu precisava.

Um dia frio de primavera... Era tudo o que eu precisava.

Amanhecia o dia e eu havia emendado com a madrugada... Isto sempre acontece eu raramente me dou conta.

Geralmente nessa hora meus olhos caem sobre minha face e eu, quase que empurrada, vou para a cama.

Engraçado que hoje eu deitei com um sentimento diferente. Uma sensação diferente. Pois é. Um frio diferente, uma alma diferente.

Talvez uma pessoa diferente.

Eu não sou mais uma menina. Eu talvez não seja mais aquilo que querem que eu seja, e eu tenho notado isso pelas minhas mais recentes escolhas.

Eu escolhi para mim, ser e viver o meu próprio destino, e não aquilo que julgam ser o mais fácil, o menos trabalhoso, o mais correto, o menos doloroso. Quem pode me garantir que o caminho que apontam em minha direção é o mais fácil? Eu não digo também com isto, que o meu é o mais fácil, mas é o que preciso traçar e percorrer.

Eu posso ser uma pessoa diferente agora, que olha a vida com mais coragem e mais disposição, sem medo de tomar os tapas da vida na cara, mas de uma coisa eu tenho certeza: nunca ninguém poderá saber o que é melhor pra mim a não ser eu. Meus pais podem querer o melhor, mas não sabem o que me faz bem, e o que ou quem eu preciso pra estar bem. Eu os amo, mas espero que entendam a minha inquietude em relação a isso.

Nada fará com que eu desista daquilo que é o que há de mais apaixonado em mim, o mais intrínseco, necessário.

As pessoas as quais julgam ser boas para o meu convívio nem sempre são as que eu preciso. E eu também não preciso que escolham ninguém por mim. Pai... Mãe... Eu os entendo, mas por favor, deixem que eu faça as minhas escolhas. Eu preciso disto. Vocês já fizeram as suas escolhas e parte delas sou eu; fruto do amor de vocês. Eu preciso escolher e colher os frutos das minhas escolhas. Colher flores e arrancar algumas ervas daninhas que minha condição humana fará brotar talvez.

Eu preciso de algumas pessoas para a minha existência. Eu preciso de alguns sentimentos, uns nobres, outros nem tanto pra que eu possa continuar a ter razão. Preciso viver, e não me sentir trancada mesmo estando fora de casa. Preciso sentir, mas não sentir o que querem que eu sinta, mas sim o que eu preciso sentir. Preciso falar, mas não o que acham conveniente, e sim o que brota do fundo de minh´alma. Preciso beber do cálice de minha própria redenção, pra continuar a existir. Preciso amar, mas não o amor que querem que eu ame, e sim o amor que já existe em mim.


Ao som de: Sonata Arctica - I Want Out.

Lendo: Leonardo Boff, Tempo de Transcendência.



Escrito por Melissa Rocha às 19h12
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