::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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PÁGINAS EM BRANCO NEM SEMPRE SUGEREM AUSÊNCIA DE HISTÓRIA

Dois mil e quatro foi um ano no mínimo diferente. Tantas foram as mudanças que, ao olhar para trás, eu me deparo com sensações e pessoas diferentes; me deparo com uma personalidade e uma alma distinta da que vos escreve neste momento. E não é assim tão complexo entender isso na subjetividade com a qual eu sempre vos falo. Eu não escolhi ser assim, subjetiva; a vida me tornou assim. Mas eu garanto a vocês que a vida, ao me tornar subjetiva, não me tirou a sinceridade e a pureza – ou verdade – que existe em minhas palavras, no que diz respeito a mim, pelo menos.

Algumas derrotas eu superei, outras não. Por falar nisso, hoje eu me lembrei de que não fui ao show da Ana Carolina aquela vez e me emocionei... Tudo passa. (Continuando...) Vejo essas derrotas como possíveis degraus dessa escada que eu prossigo subindo; ora surpresa com alguns degraus mais altos, ora encantada com as surpresas. Vejo acontecimentos difíceis, porém necessários ao meu crescimento, talvez.

Pessoas. Falar de pessoas é complicado, mas, eu não vou esticar as linhas. Cada pessoa sabe bem o que significa para mim. A algumas pessoas eu com certeza falarei, mas, eu gostaria de dizer a todas, ter essa oportunidade. Então, em uma oportunidade que achar cabível, pergunte-me: “O que eu significo para você, Melissa?” Assim será mais sincero de minha parte.

Tantas pessoas chegaram e passaram... Tantas outras chegaram da maneira mais absurda e louca o possível e ajudaram a mudar minha história. A esses eu devo meu carinho e minhas canções.

Para o que me ajudou a desvencilhar as armadilhas desta alma de poeta e faz parte de minha vida agora da maneira mais bonita possível, eu tenho para ele o meu coração, minhas canções, minha atenção e o meu sentimento.

Para os amigos que agüentaram essas minhas crises de “mulher de 17 anos”, eu tenho minha complacência, meu apego, minha verdade, minha honestidade.

À família eu devo sempre todo o meu respeito, pelo o que sou, pelo o que eu não pude ser e pelo o que pretendo ser.

Àqueles que me fizeram ver que minha poesia não precisa de aprovação para existir, o meu carinho e agradecimento.

Aos pacientes “blogueiros”, o meu agradecimento e a minha fidelidade a seus blogs!

Lembro-me agora das noites em que subia na escada que dava para o forro da casa para olhar a minha tão amada lua. Lembro-me das canções, poemas e crônicas que seu brilho me inspirou. Lembro-me das minhas lágrimas que o chão colheu e talvez tenha transformado e filtrado em todo esse sentimento que sou agora. Lembro-me das madrugadas em frente ao computador (ainda têm a mesma constância). Lembro-me de cada música que marcou cada período, cada momento, cada fase durante este ano... Principalmente uma que fala de qualquer lugar.

Ah! O título da crônica! Páginas em branco nem sempre sugerem ausência de história. Eu explicarei.

Minhas agendas contêm toda a minha trajetória, e assim vem sendo desde o ano de dois mil. Acontece que, do meio de agosto para cá, ela está praticamente em branco. O que me surpreende de alguma maneira, é que esse foi o período mais decisivo, tumultuado, importante e também o mais doloroso do ano. Vejo que foi um período em que a poesia aflorou mais veementemente em mim, porque a dor precisa de versos; nem sempre bonitos, mas sempre versos. Precisei de versos, canções e amigos e sempre os tive. Por isso tudo eu sou grata. E espero continuar merecendo os mais inspirados versos, as melodias mais harmoniosas, até as mais tristes. Enfim, o melhor de mim que eu puder fazer por minha arte, que é minha vida. E também espero continuar merecendo os amigos que, solícitos em todo o tempo me devotam essa amizade.

Crescer dói. Eu não sou uma pessoa perfeita, mas continuo aprendendo. Algumas coisas eu queria apagar, outras esquecer, outras fazer viver cada vez e sempre mais. Continuo me perguntando sobre alguns “porquês”. “Porquês” estes, que talvez eu não tenha uma resposta óbvia, nem pronta; a vida encarregar-se-à de me mostrar os caminhos.

Só espero ter um ano de muito estudo e muita coragem. Será agora, nesse ano que se aproxima, que provarei a garra que dizem que tenho. E preciso dela! Força Sempre!

A Deus eu só peço coragem e fortaleza para lutar por aquilo e por quem eu acredito: por meus ideais, por meus sonhos, por quem merece e faz valer essa luta. Lutar pelo amor, lutar por um futuro digno e bonito!

Deixem-me ir, pra escrever as páginas dessa história nova que começa agora. Se tiver páginas em branco, elas certamente terão um motivo.

I continue learning.

 



Escrito por Melissa Rocha às 01h48
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E chove...

Começou a chover. E mais uma vez eu deixiei meus afazeres para segurar uma caneta em minhas mãos e escrever mais um texto cheio de lirismo.

Esta chuva que molha a ponta de meus dedos é também responsável pelo ciclo da minha vida. Tanto quanto é responsável pelo ciclo da natureza.

O dia foi quente e seco até o momento. A chuva veio umedecer o ar e dar mais vida à natureza que cerca este lugar!

Vejo minha mãe sentada, parada ali no banco observando tudo e nada, observando a chuva.  Eu confesso que daria tudo para ter o seu pensamento, mas ainda aco que é egoísta de minha parte.

Nada de muito conciso até agora neste texto, não é?! Pois então!

Minha mãe ama meu pai. Ela me disse isto ontem! Eu disse a ela que isto é, para mim, no mínimo muito bonito.

Minha mãe disse que não se sente dona de meu pai, assim como ele não se sente dono dela. Quando se casaram, prometeram ser uma só carne. Prometeram ser unidade na pluraridade. Alguém entende isto? Vejo neles um amor tranquilo, uma entrega, uma reciprocidade. Coisa que o tempo e as circunstâncias podem sim fazer desmoronar, mas aí, entram coisas muito sérias chamadas respeito e paciênica; o que resumimos, no final de todas as coisas, amor.

Amor não é essa "pegação", esse fogo que dizem que é. Claro que o fogo da paixão é necessário, mas o amor não é só isto. Isto não sustenta nem é alicerce pra relação nenhuma. E é por isso que defendo as amarras do sentimento até a morte, porque é isto o que quero para minha vida.

Amor é o que vejo com o Deus e sua Deusinha, é o que vejo com minha irmã e o Roberto, com meu irmão e a Viviane. É o que vejo com meus avós e meus tio-avós: depois de 50 anos de casamento aind trocam flores colhidas no vaso da varanda. São amigos, conversam, brigam, discutem, riem, choram, se abraçam, se beijam, se entendem.

Tudo isto para mim, toda essa tranquilidade e esse entendimento, significa a plenitude do amor! Eu;no fundo da minha alma solitária e silenciosa, desejo essa plenitude.

Eu digo com toda a minha razão e com todo o lirismo que sempre vem encorpado em meus textos: se eu, aliás, quando eu resolver ficar do lado de uma pessoa seja casando, juntando, enfim, será porque terei percebido o quanto essa amizade é profunda e o quanto nos precisamos. Ao meu lado, acreditem vocês, estará alguém extremamente capaz de ser meu amigo – porque isso é o alicerce de qualquer que seja um amor – e meu amante. Ao meu lado estará alguém totalmente impelido do meu desejo de que seja o pai do(s) fruto(s) dessa amizade tão bonita, tão ptrofunda, tão viva, tão lírica, tão “assim”, dessa maneira mesmo, amor.

A chuva vai parando. A música acabando e eu volto aos meus afazeres, aguardando o tempo da borboleta de voar para o cosmos.

Enquanto um tempo não chega eu prossigo preparando meu fôlego e meus pulmões para uma nova fase.

Eu tenho quase a certeza de que esta chuva molhou algo no quintal. Deixa eu ir ver.

 

 



Escrito por Melissa Rocha às 20h59
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Pra ser sincera...

E esta rapariga no mínimo apaixonada continua seu curso por este mundo maluco e cheio de surpresas!

É... A vida é um suspiro!

Perdoem a falta de inspiração de hoje... Queria escrever algo mais inteligente, porém não sei se devo. Eu deveria no mínimo criar metáforas e hipérboles aqui... Alguns eufemismos, talvez. Mas há momentos em que a vida nos tira um pouco da poesia. E eu me sinto assim agora.

Eu ouvi hoje, durante o dia, coisas que jamais imaginava. Coisas que me magoaram. Ficaram aqui em meu estômago e está sendo difícil a digestão.

Minha garganta como sempre arranhou, mas eu não tinha nenhum azulejo pra ranger minhas unhas – as da mão esquerda, que estão grandes. Eu apenas deitei e ouvi a cantora cantar que tudo passa. “Tudo passa e eu ainda ando pensando em você...”.

Tudo passa. A lua vai mudando suas fases, e eu vejo um sentimento amadurecendo em mim. Um sentimento, uma esperança, uma fortaleza.

Eu consigo pensar em algumas coisas em momentos de dor. Coisas que me fazem ver que talvez a dor valha à pena. Penso naquele para quem eu guardo os meus beijos, que espero ser doces o suficiente, como meu nome talvez seja; Melissa. É. A dor parece ser menor, e eu pareço ser menor em relação às tantas coisas pelas quais eu tenho tanto apego e tanto ensejo.

Desejo tocar no fundo de minha alma agora e descobrir, despontar algo novo em mim. Novo nem tanto; algo guardado. Talvez algumas pessoas precisem disto: pessoas que julgam conhecer-me o bastante pra ditar suas regras mesquinhas e suas verdades perfeitas. Perfeitas verdades, caminhos mais fáceis segundo sua ideologia falha e cheia de abnegações às coisas referentes à alma e intrínsecas ao meu coração e à minha personalidade.

Eu digo sinceramente: posso perder dinheiro e tempo tentando algo que sonho, mas, como disse uma figura muito inteligente e também muito especial, eu estarei sendo o menos pobre de espírito o possível. Se um dia derrotada, mesmo que por alguns instantes, dias ou meses, eu seria capaz de olhar para seus rostos frígidos e dizer que valeu à pena! Sim, valeu! Talvez eu me torne uma jornalista de rua, ou uma criadora de zines... Mas de uma coisa eu estou certa; eu não terei falhado e nem renegado o juramento o qual terei feito ao me formar uma comunicadora social. Tenho um compromisso com a vida, com a formação de consciência das pessoas em geral e da minha geração.

Eu jamais me arrependerei de ter realizado algo que para mim tenha sido importante, ou seja; tudo isto para mim é, no mínimo, muito necessário!

O amor o qual vocês dizem não existir, assim, dessa maneira, existe em mim.

A poesia a qual vocês dizem imprestável e inútil, assim, dessa forma, existe fluentemente dentro de minha alma e dentro de minha voz.

Guardo apenas o desejo de que vocês um dia entendam minha poesia.

De mim, o anseio por aquele dia enluarado de canções de amor e de brisas leves e suaves, por aquela boca, aquele olhar, aquela canção.

 



Escrito por Melissa Rocha às 01h21
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Escute meu coração salvar meus sonhos....

Hoje eu procurei um lugar diferente da pilastra da varanda para me encostar. Olhei para a rua e vi que os que sempre estão aqui não estavam hoje. Por quê? De fato, eu não sei. Mas, de uma maneira ou de outra, eu me senti convidada a atravessar a rua e me sentar na pedra na frente da casa do vizinho. As pessoas de casa nem notaram minha ausência.

Todo este referencial aqui agora me traz uma certa nostalgia. Ao fundo, uma voz, até então desconhecida, canta “não, não chores mais”. Isso me faz lembrar de muitas coisas.

No início desta reflexão, a lua estava encoberta e eu podia ver apenas alguns feixes de luz através de nuvens.

O céu não está negro hoje; é um pouco azulado. Sinto uma serenidade, algum tipo de fortaleza perambulando por esta noite.

Fico a observar os desenhos que as nuvens formam e hoje observei como se duas mãos se encontrando. Fiquei a pensar sobre isto. Eu me pego em momentos tão sentimentais, tão profusos de desejo...

Eu queria a presença de alguns amigos aqui agora; amigos estes que ouviriam toda essa poesia, fruto de todo um sentimentalismo, sem deboche, sem escárnio. Amigos que são perfeitamente capazes de dar-me um colo incondicional neste momento, pra que eu possa falar de tudo o que acontece dentro do meu coração, rir um riso sereno e chorar um choro de esperança.

Queria a graça do momento de sentar numa roda aqui nesta calçada recentemente construída e cantar-lhes uma bonita canção. Queria pegar um pedaço de lajota e improvisar, com riscos no chão, um jogo de forca.

Agora, neste exato momento, eu sei que muitos de meus amigos estão a tonificar os músculos numa dessas boates daqui. Convidaram-me, mas eu não fui. Preciso da companhia deles, mas hoje algo pedia minha permanência aqui.

Tudo agora me remete a sentimentos e pessoas. Eu não consigo, mesmo me esforçando, descrever o quanto momentos como este me entorpecem; é uma solidão que não tem uma grande dor, nem um grande contentamento, mas, sem dúvida, um grande desejo.

Só consigo pensar nas pessoas que amo agora. Penso numa maneira de senti-las nesta minha solidão. Sinto algumas pessoas que estão longe mais perto agora.

Eu falei de amor aqui hoje? Será que às vezes eu não falo demais sobre isto? Eu não irrito vocês?

Bom. O que eu quero é sentir isso tudo. Quero ter o direito de ver meus dias diferentes de toda esta algazarra do mundo. Quero um certo grau de tranqüilidade para o meu coração. Quero amar tranqüilamente. Eu quero dar essa tranqüilidade a alguém. Abrir mão da eternidade para tocar-lhe. Dizer-lhe que é o mais perto do céu que eu conseguirei chegar. E quando tudo é feito para ser quebrado, eu só quero que saiba quem eu sou!

 

Deus perdoe todo esse meu sentimento!!!



Escrito por Melissa Rocha às 00h34
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"Na pressa a gente não nota que a lua muda de formato..."

Há algum tempo eu não pegava o violão com uma atitude como a qual eu peguei hoje; sem pretensão alguma. Peguei aquele instrumento - o qual é capaz de traduzir minha alma - e olhei para ele, tomei-o junto ao meu corpo e pensei numa canção para tocar.

Há muito tempo eu não tocava uma canção assim. Há muito tempo eu não tocava uma canção para os tristes, uma canção para os menos tristes, uma canção.

Os primeiros acordes que feri nas cordas vieram de sopetão; não formavam nenhuma canção conhecida ou intuitiva: apenas formavam uma sucessão de sons simultâneos combinados, um a um.

Quando enfim eu consegui me lembrar de uma música pra tocar e cantar, eu pude parar e perceber que às vezes situações de euforia e desespero nos levam a deixar algumas coisas de lado; coisas importantes.

Há algum tempo atrás, sentar no banquinho ali fora todos os dias, tocar algumas músicas e, sem pretensão nenhuma, chamar a atenção de quem passava na rua era importante para mim. Penso que continua sendo, porém, eu havia me esquecido deste detalhe. Esse momento de encontro comigo mesma e com a música acabou por se tornar uma coisa mórbida em dias de tanto trabalho e ocupação.

Hoje eu conversava com uma amiga e percebi que deixara algumas coisas importantes para trás; pessoas importantes, pessoas que hoje talvez não se importem com a importância que têm para mim.

Hoje eu sai pra rua, andei, andei e vi que o mundo não é só a minha poesia e a minha canção, nem as minhas madrugadas em frente ao computador. Vi que que o mundo talvez seja essa esfera que dizemos maciça, que gira sem esperar que eu me ajeite em seu curso, muda as estações, as fases da lua, as fases da vida.

Por entre as estações eu costumo abandonar um pouco de sentimento em cada uma delas. Cada estação sempre deixa algo marcado em mim. O outono deste ano foi diferente. Eu me tornei uma pessoa diferente nesse tempo.

Algumas pessoas eu conheci, outras eu "re-conheci", e essas pessoas, com alguns simples olhares, algumas simples palavras, mostraram-me que há coisas bonitas dentro deste coração sofrido e às vezes sozinho; este coração que ama demais às vezes e se entrega a paixões que não têm fim. Ele espera por calmarias.

Algumas pessoas mostraram-me a importância de crer naquilo que acreditamos. Ora, se meus sonhos são tão loucos, por que não abraçá-los?!

Algumas pessoas mostraram-me que não posso ser dissidente com coisas que significam tudo aquilo que eu sou. Eu ainda não criei uma "definição" para mim, mas eu já tenho um certo apego ao que me diz respeito a poesia e música. É.

Este coração espera por calmarias. Estas mãos que dançam no teclado entretendo as razões esperam por mãos serenas e calmas. Esta alma que vos escreve espera por calor e encontro. Eu, de uma maneira plena, espero o cumprimento promessa que o tempo me fez.



Escrito por Melissa Rocha às 22h39
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