::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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SWANHEART

Eu queria ser menos triste que isto. Hoje minhas mãos não dançam no teclado. E as palavras surgem posteriormente à escrita. Eu escrevo vagarosamente, como lágrimas rolam de meus olhos.

Continuo fugindo da dor. E todos acham isso normal.

Eu deveria me acostumar ao que a vida sempre fez comigo, e de alguma maneira ou de outra sempre tentou me mostrar: ninguém talvez me mereça. Não por “me achar demais”, mas porque eu talvez não seja digna daquilo que sonho. Eu entrego meu coração assim, limpo e puro e o tenho de volta rasgado. Na verdade ele é cheio de remendos.

Acho que o que vai cobrir como uma manta este coração, que toma voz e vos fala, não é nada daquilo que penso ou pretendo. Talvez algo que eu nem imagine. De repente eu não nasci para isso que minha alma tanto pede. Mesmo sendo tudo do jeito que é e como começou, é sentimento.

Queria não pagar tão caro por ser quem sou. Sim, eu queria!

Por tanto gostar, eu pago. Por tanto querer, eu sofro. Por tanto lutar, às vezes caio; eu e a mochila – aquela de quem falei há algum tempo.

Perdoem-me por ser assim, tão intensa, às vezes até exagerada, impulsiva! Isso me angustia! Não sei como sentir de outra forma, não sei viver sem ter para mim os outros.

Gostam do que escrevo e do que canto. Talvez seja essa “intensidade” o encanto de tanta poesia, e, talvez, o meu encanto. Deve ser o que agrada e envolve quem lê.

Não quero nadar por entre lágrimas neste rio para sempre.

A dor quando vem eu não sei quando terminada. Não sei entender o meu próprio coração que, tão ansiosos, acaba agindo sem consultar a razão, por diversas vezes.

De todas essa minha vida eu trago marcas que perduram e sufocam sentimentos, que deveriam correr com fluência pelo rio. Eu somente sei do que sinto, e acabo por não entender os sentimentos dos outros, ou achar que nunca são por mim; às vezes acho que não sentem por mim, mas por alguma qualidade ou atitude que eu possa ter. No fundo de minha alma eu não me acho nem um pouco digna dos sentimentos alheios, e tenho medo de que, ao descobrirem meus defeitos, não me queiram bem.

Quando a tristeza vem assolar-me, isso dói demais.

Tenho certeza de que alguns vão ler isto e me chamar atenção mas é um lado meu que existe. Se eu disser que não, é mentira. Eu tenho um coração-cisne.

Sempre fui o cisne por entre os patos, e, assim como naquela fábula, eu espero ser um cisne feliz, ter uma história bonita para contar, viver a plenitude que espero, se minha alma for digna disto.

Sei que o tempo não veio, só que, em dias (madrugadas na verdade) como este, dói a espera. Não falo somente pelas coisas do amor, mas por tudo o que desejo.

Vejo, em todos os aspectos da minha vida, que uma flor cresceu até o talo, e ali, nesse estágio, deve permanecer até que o tempo de tornar-se um botão chegue. Esse estágio “talo” é para que o amor e as outras coisas não morram, não sejam derrubados por pragas e ventanias.

Na colheita, verei frutos viçosos e saborosos, se eu, no fundo dessa minha espera, zelar por isso. Frutos de um “crescimento” inevitável e necessário.

O rio, a flor e a borboleta, recolhidos, como eu estou agora, aguardam por cuidados: o rio quer permanecer limpo, a flor tratada, e a borboleta quer lubrificar e colorir suas asas.

Sinto-me como aquele pássaro-homem que precisava de um encanto para libertar-se de sua dor. Eu preciso de um encanto, porque eu não me encanto de mim mesma; minha poesia é fruto de um desejo intenso de escapar da dor.

Recolher-me-ei ao meu casulo novamente. Voarei pelo caminho mais bonito, catando pedaços de uma alma que vive pela noite, catando pedaços e trazendo de volta, recriando um coração.

O soldado retornará da guerra com o coração sangrando, mas vivo.

A espada poderá estar suja, mas a luta terá valido à pena.



Escrito por Melissa Rocha às 01h30
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Aprendendo... Concomitantememte e sempre. Todos os dias.

Sair de casa sempre tem algo a acrescentar às nossas vidas. Eu já não me surpreendo com o aprendizado que algumas ocasiões impelem.

Viajar, seja para onde for, perto ou longe, sempre me faz crescer; ainda mais sozinha. Eu passei a enxergar coisas que não enxergava aqui neste quarto, nesta casa. Coisas que mesmo as ruas desta cidade que tanto me inspiram não mostravam.

Conversar com gente que não acompanha nosso cotidiano de perto, que nem sempre sabe o quanto acha que sabe de nós é algo muito proveitoso.

Eu tenho me surpreendido muito com pessoas que não davam – ou não aparentavam dar – nada por mim. Tenho mesmo. Conversando com um amigo que há tempos não via, eu pude entender ainda mais no que implicam as decisões que tenho tomado, os sonhos que tenho agarrado com tanta força, as emoções que tenho vivido com tanto fervor. Num momento mais feliz desta conversa – acredito eu que tenha sido o momento mais importante – eu parei para pensar que eu não faço nada em vão; nenhum dos meus sonhos – mesmo os que não irão tornar-se realidade – é em vão, meu esforço não será em vão, o amor que eu coloco nesses sonhos e nessas aspirações não é em vão.

Meu irmão... Esse sempre tem algo para dizer. E mesmo que ele não saiba disto, grande parte do que fala influi em minhas decisões. Ele é uma das grandes surpresas dos últimos tempos: a última pessoa de quem eu esperava apoio para seguir em frente com as minhas “loucuras”. Ele me disse um carinhoso e forte “eu dou força no que você sonhar, no que você empenhar suas forças e seu amor; eu acredito em você”.Isso me bastou a semana inteira; os dias de angústia que eu vivera até esse dia. De fato, meu irmão é meu padrinho. E eu confesso: foi a melhor escolha dos últimos tempos.

Depois de toda essa reflexão que vivi nesses dias, na última madrugada que passei em Cruzeiro eu olhava pela janela da sala da casa de meu irmão; olhava e pensava. Pensei com uma racionalidade no mínimo mais tranqüila. Poder fechar os olhos e adormecer depois de dias como esses era tudo o que eu almejava. E foi assim; eu adormeci pensando, entregando meus dias Àquele que é o único que sabe o que será de minha vida.

Eu tenho muito a dizer ainda, mas, não vou tomar tempo. Como a chuva ali fora, chovem palavras e linhas de prosa prontas e desejosas de serem escritas. Muito bem... Ficam para outro dia.

Estou bem, e menos angustiada por tanto ter que lutar por aquilo que quero. Aliás, nem um pouco angustiada; pelo contrário, estou que é só “tranqüilidade”.

Não quero depender de atitudes alheias para ser feliz, embora eu tenha um apego imenso nas e pelas pessoas. Tudo o que eu quero é ser entendida e ser amada. Só. Acredito não querer muito, mas, talvez esse “não muito” seja justamente o que as pessoas não podem ou têm medo de me dar. Ou ainda: acham que eu não quero ou não posso retribuir isso a elas. Eu tenho isso é de sobra. Eu espero pelo tempo certo, numa atitude bem mariana, de guardar tudo no coração, até coisas a serem ditas que muitas vezes me machucam, para, no momento certo, usá-las a favor de “nós”.

Eu continuo aprendendo. Todos os dias.



Escrito por Melissa Rocha às 23h16
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E eu chegarei ao meu destino!

Há dias em que não sei o que me passa. Abro um livro e vedo as luzes.

Eu acordo com sensações pertinentes ao meu estado atual. Mas que estado é este?

Em alguns momentos, sinto como se minha vida parasse pelas pedras que se encontram no meio do percurso que este rio que sou eu percorre.

Vejo e sinto, paulatinamente, meus braços queimando e tremendo de medo do que está por vir. Ora, eu nunca disse sentir medo do futuro! Alma que perdura sempre intrépida e pronta para novas guerras, com a espada na bainha, ainda limpa. Espada esta que nem sei se me pertence.

Eu prossigo lutando, dia-a-dia, mesmo com tal medo rodeando meus sonhos nos lagos onde o cisne-coração nada.

Certa vez me disseram para deixar as coisas “irem”, e eu respondi: - deixo, como um rio. Like a river! Esse rio tem enfrentado algumas trombas d´água, tempestades que o dilaceram, ventos que o tornam inerte. São lágrimas, medo, desordem. Lágrimas que o vento ajuda a petrificar.

Um rio corre para, um dia, desaguar no mar. Hoje eu percebi que ele não corre em lágrimas, como eu achava que fazia e assim seguia fazendo: lágrimas. O rio corre cantando; canções até tristes, mas sempre cantando.

Cabe a mim prosseguir com o destino do rio, para o dia em que encontrar-se-á com o mar, com dignidade e com lágrimas apenas de satisfação pela viagem.

Neste dia, eu cantarei uma canção para amansar meu coração barulhento, e, enfim, entregá-lo àquele que o merece.



Escrito por Melissa Rocha às 00h41
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E a vida é assim.

Eu ando pelas ruas olhando pessoas. Gente que procura por um céu, por um chão de estrelas, por um horizonte menos amargo. Eu também vejo gente que feliz, que tem motivos para agradecer pela vida que tem, mesmo ela sendo difícil e às vezes sofrida.

Deparar-se com a realidade dos outros é algo um tanto quanto complicado. Em momentos de dor só vemos nossas mãos, só vemos a nós mesmos. Esquecemo-nos da dor dos outros. Julgamos nossa dor a maior do mundo. Julgamos nosso desespero absoluto. Julgamos sofrer mais do que qualquer outra pessoa.

Nosso coração pode tornar-se um poço de amargura se não passarmos a enxergar o outro tão humano quanto nós. Sofre tanto ou mais que nós. Chora tanto ou mais que nós.

Por qualquer problema tomamos atitudes absolutamente impertinentes àquilo que pregamos ou que temos como parâmetros fundamentais para nossas vidas. Por qualquer pequena tristeza tentamos acabar com nosso dia e com o dia dos que convivem conosco.

É preciso aprender a conviver com cada derrota, cada decepção, cada tropeço, para que não nos tornemos pedras. Porque pedras com o tempo viram pó. Pedras são jogadas, atiradas. Pedras afundam na água. Pedras são frígidas, mesmo que bonitas e cintilantes às vezes. Não têm vida.

O mundo é composto de gente e gente é feita de sentimento e carne. Se não nos compadecemos de quem tem mais dor que nós, não somos dignos desta existência. Se não somos capazes de fornecer um olhar de bondade a quem precisa, não somos dignos de nossos próprios amigos. Se você não se importa, eu realmente sinto muito!

 

 

 



Escrito por Melissa Rocha às 22h53
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