::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

Olha eu aqui, ó: Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


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SAGRADO CORAÇÃO

Não gosto de dizer que a vida é chata, tampouco transparecer isto quando escrevo.

Eu aprendi a ver beleza na chuva desde criança, e quando estou triste ou apenas pensativa, gosto de dizer que ela esconde lágrimas, sendo elas físicas ou “espirituais”, como disse um jovem numa de suas crônicas.

A chuva vem molhando e, sentada aqui neste ponto de ônibus, sinto o vento frio pelo decote de minha blusa e em meus braços. Gosto de descrever sensações. Coisa inebriante e ensurdecedora que é este vento; gelado e enlouquecido.

Há alguns minutos, eu ria com meus amigos na porta do shopping das besteiras mais absurdas e bizarras. Eu ria. Estava alegre, de fato. Eis que repentinamente eu me pego viajando por ai, com a mente num lugar que ainda não conheço fisicamente. Tenho certeza que meu espírito se perdeu por lá. Que perder seja o melhor destino.

Eu estive rindo durante todo o dia; os amigos na escola, os professores no curso, as fotos insanas de uma máquina digital.

Enquanto eu rio e riem por ai, vejo a vida fazer sentir que não posso segurar o tempo. O tempo que amo e odeio. O tempo que espero e desespero. O tempo.

Nada é fácil nem é certo. Eu sinto medo. a cabeça encostada no vidro do ônibus, os olhos fechando sozinhos, a chuva caindo e embaçando o vidro, música tocando e a sensação de não ter absolutamente nada do que quero em minhas mãos. Medo de que as coisas não dêem certo. Sim, medo! Quem não sente? Ei-lo aqui, por entre os dedos e o punho nada enaltecido de quem vos escreve.

Todos os medos – os meus – são inerentes a pessoas de minha idade, eu sei. Mas eu precisava dizer estas coisas. Maldito orgulho!

O desejo de “ser” e “ser” é tanto que sufoca minha alma. Eu jamais quis depender de nada nem ninguém para ser feliz, mas minha vida – insana que só – , simplesmente, agora, encontra-se nas bancadas das universidades e num espírito perdido por ai, nas mãos de um coração que muito desejo ter um dia, por tudo o que vivo e pelo o que está por acontecer.

Grito! Grito sozinha, esperando que alguém, se estiver no ar, responda, grite meu nome de volta. Espero que chamem meu nome. Não só porque quero que chamem, mas que chamem.

Venho gastando meus sapatos, me livrando de alguns erros. Quero que se danem os nós de minha vida.

Sei que tenho um coração, mas é difícil explicar, de falar de bondade e gratidão e estas cosias que ninguém gosta de falar. Onde está esse lugar? E essa luz? Onde se escondeu a lua? Disseram-me que este lugar pode estar sempre ao seu lado, e a alegria dentro de você, porque sua vida é luz.

Não quero que concorde com o que disse aqui – não que você não tenha liberdade para fazê-lo. Não quero que diga “vai dar tudo certo”. Eu só lhe peço por favor que pense em mim, ore por mim e me diga: - este lugar está dentro de você. E me diga que NOSSA vida é luz. Fale-me de meu sagrado coração.



Escrito por Melissa Rocha às 01h04
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SEM TÍTULO

E hoje eu pedi uma canção diferente pra bendizer meu tempo. As canções e as palavras jorram como água, numa cachoeira.

Nunca havia acordado assim; mais confiante, menos angustiada.

Angústia é a pior dor de qualquer momento. Eu não sei lidar com isso. É uma dor que é física, e não somente mental. Embrulha todo o meu estômago; eu não consigo comer, não respiro direito. Ufa! É a pior dor! Eu prefiro sentir ódio a angústia.

Outro dia uma pessoa me fez acreditar mais em mim; acreditar mais no eterno, no bonito, na racionalidade, no amor, nas coisas importantes para mim.

Eu ainda tenho medo do amor; eu tenho medo de sofrer mais, de me machucar, de me iludir, de me perder, de obscurecer meus pensamentos com dores. O que fazer? Eu não posso fugir nem do amor nem de suas conseqüências.

Até agora eu não disse nada de muito conciso, porque eu não sei bem descrever o que sinto. Não é ruim; disso eu tenho certeza.

Sei que estão acostumadas a ler sobre as minhas desventuras e os meus dissabores, meus medos, minhas paranóias, minhas depressões momentâneas, mas, hoje eu preciso escrever algo diferente.

É fácil viver sonhando e ver a vida passando... Mas eu não quero só sonhar; eu quero fazer valer todas as minhas promessas, todos os meus objetivos e desejos.

O tempo faz com que tudo valha à pena. Ele é capaz de fazer entender porque certas desavenças acontecem, porque tais crises são necessárias. O tempo torna-se capaz de fazer até com que o erro não seja desperdício.

Bom... Eu juro não saber o que vai acontecer daqui para frente, em todos os sentidos, mas de uma coisa eu sei: eu não sairei sem nada da luta. Não mesmo! E o mundo dá voltas.

“Assim vivendo a minha utopia, eu vou levando a vida. Eu vou viver bem melhor, doida pra ver o meu sonho teimoso um dia se realizar!” (Coração Civil – Milton Nascimento)

 

“This time I wanna now what life means... …to live it again. I´m looking forward, feel the light shine in my eyes. And now I know: my instincts were not wrong. And many things can be done. I don´t belive now that I´m dreaming alone! Oh… We´re searching for the love that everyone´s got, but can´t see… Life makes us feel the time we cannot hold. Time makes us live a tale already told. Time males us heal a feeling inside, a feeling inside in our heart that we stole away!” (Time – André Matos, Rafael Bittencourt)

 



Escrito por Melissa Rocha às 00h23
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A MÚSICA QUE NÃO QUER PARAR DE TOCAR

Quando olhava pela janela daquele prédio, eu tentava esvaziar a mente e trazer de volta a minha inocência. Esta inocência que faz com que eu entenda ou tente entende melhor essas razões de meu ego.

Eu olhava a rua, os carros e, mais abaixo, aquele rio que por ali passa. O rio, como sempre, me fez lembrar das tantas coisas que envolvem como ataduras o meu espírito.

Via uma sombra no lado da parede da janela; meus cílios, meus olhos. Olhos que observam calados os porquês deste viver.

Começou a tocar uma música dessas da atualidade, que está até em uma novela, mas isso não vem ao caso. A música fala de uma “lonely mind”, uma mente sozinha que fica a pensar e sonhar todas as noites por um olhar.

Todas as noites têm sido assim; até que o sono venha eu fico a pensar em coisas que minha alma deseja e disse um dia fazer de tudo para que tais coisas acontecessem; ela ainda persiste. Olho para a janela com a cortina entreaberta. Penso no que minhas mãos querem tocar. E começo a me virar para os lados, agarrar mais forte o urso com quem divido minhas agonias noturnas, ora olhando para a parede, ora olhando para o teto. Tudo isso atrás de uma noite tranqüila e um sentimento tranqüilo. Eu às vezes consigo.

Queria eu viver não me importando com tais coisas e com tais pessoas. Queria eu ser mais uma jovem movida por impulsos hormonais e modais. Mas não.

Às vezes eu peço ao Céu um único momento de irracionalidade, um único momento de “não sentir”, um desligamento da realidade e desses sentimentos que carrego. Mas a “mochila”; ela parece não estar nem um pouco a fim de desabitar minhas costas.

Escrevo versos mudos parar convencer-me de que essas coisas são normais. Atiro sonhos num rio que corre voraz. Estendo minhas mãos em direção ao espelho, querendo tocar uma alma que vaga por ai, refletindo a minha.

Armand, meu amigo. Agora lembro-me de quando falastes sobre “não sentir”, ou “não amar, não gostar”. Eu tentei, Godoy. Não consigo. E como os ditados dizem e nossa querida Anne também, “só sente quem está vivo”. Por isso, mais do que nunca, estou viva agora; para e por sentir, para, até se for o caso, jogar minhas lágrimas para que o chão colha, para cantar canções em dias alegres e tristes, para rir das coisas engraçadas, para sentir cócegas!

Tento seguir tranqüilamente, confiando nos propósitos que eu mesma escolhi para mim. Há dias em que vedo luzes, há dias em que me sinto tranqüila e serena.

Às vezes agoniada, eu me entrego. Mas não é isso o que eu sempre defendi no que escrevo e no que faço. São momentos; intensos e passageiros, mas que acontecem, mais uma vez, porque estou viva.

Estou viva. Mas do que nunca!

A música não pára de tocar.

Eu às vezes rio, eu-“rio”.

Eu às vezes canto, eu-“canto”.

Eu às vezes sou, eu-“soul”.



Escrito por Melissa Rocha às 01h20
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TUDO O QUE NÃO POSSO DEIXAR PARA TRÁS

O dia está nublado e estou com as panturrilhas pesadas, um poucol doliridas de tanto andar pelas ruas deste bairro, sem destino certo, pensando na vida.

Não há luz nenhuma acesa dentro de casa. Nasala só penetra o pouco de luz que ainda resta lá fora, neste fim de tarde fresco e nublado de verão.

Outro dia fiquei a pensar muito em minha vida, quando um amigo mostrou-me as mãos calejadas por causa do basquete, e disse que era apenas reflexo de como é seu coração; cheio de calos.

Não vou dizer que tenho um coração calejado, mas sim amedrontado, com feridas ainda abertas, que o tempo, só ele, há de curar. Minha insegurança e minha impulsividade são apenas defesas deste coração medroso.

Eu penso milhares de situações tentando entender atitudes alheias e tomo isso como virtude. Pensando assim, torna-se mais fácil o exercício do perdão. É. Muita gente já disse o que queria para mim e para os outros, sem pestanejar. E se tem algo que eu aprendi nesta vida, sendo clichê ou não, é que deve-se tomar muito cuidado como falamos com as pessoas que amamos. Eu acabo entendendo os outros pelo carinho e amor que devoto. Faço isso sem ressentimento nenhum, sem obrigação nenhuma; apenas porque é uma das minhas qualidades. Entendo, relevo, espero. E cá estou eu.

De tudo isso, faço entender que,muitas pessoas, muitas coisas e alguns sentimentos eu não posso deixar para trás.

Alguns sentimentos, por mais loucos que possam parecer, pela maneira como aconteceram, tornar-se-ão eternos. A eterninade que prometi, e que faço acontecer não por obrigação, mas como algo que vem como impulso e que não há volta, não tem como apagar; não dá para brigar com o destino. As coisas acontecem, você estando lá para ver ou não - já dizia Anne Rice.

Tanto medo tenho de perder, de sofrer. Tanto medo da dor... ("Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.")

Por tanto temer perder, eu acabo tornando o carinho que tenho pelas pessoas inacabável. Se dizem: "mas como pode garantir isso?" é aí que eu dou valor, e entendo que assim deve ser. Esse carinho pode acabar à medida que a esfera do descaso aparece ou se alarga. Se tem uma coisa que minha alma não é capaz de suportar é isto: descaso. Posso agüentar todos os dissabores, mas se sentir que não sou importante, ou que não querem meu bem, ou que fogem, é a pior dor desse momento e dos próximos dias que estarei por viver.

Por tudo acima relatado, mesmo que eu queira e que os outros queiram, há coisas que NUNCA PODEREI DEIXAR PARA TRÁS. NUNCA! Isso pode até doer, mas há pessoas, amores, coisas, ideologias, músicas e histórias que nem o tempo apagará.

Quero ter o poder de eternizar momentos e sentimentos, porque busco esta plenitude. E, acredito eu, que isso só será possível se meu desejo disser que sim.

"All that you fashion, all that you make, all that you build, all that you break, all that you measure, all that you steal; all this you CAN leave behind. But the love, wich is not the easy thing... THE LOVE IS ALL THAT YOU CAN´T LEAVE BEHIND."

(Bono Vox - Walk On - U2)



Escrito por Melissa Rocha às 22h35
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