::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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Quando a revolta torna-se sarcasmo

Não havia lugar para sentar. Onde? A calçada. Desconfortável, mas, mesmo assim, perfeita.

Passa gente de todo tipo aqui. Parecem estar me observando, ou, talvez, nem notem minha presença. Eu só observo. Imagino o que pensam e como agem... Não sei exatamente o que dizer sobre quem passa. Um convite à reflexão!

O povo por aqui é passivo, como disse um amigo. Aceitam distâncias que lhes são impostas como se todo este sistema fosse verdadeiro. Há distância entre um gesto solidário e o comodismo, um voto e a revolta, a tevê e as rodas de violão.

Todos os povos encontraram seu conforto com a política do “pão e do circo”. Há diversão na mídia, nos parques públicos, e, de vez em quando, um bolo quilométrico para comemorar séculos de uma desordem.

Não há mais razões para lutar. A própria sociedade faz-nos entrar em colapso. Ideais tão bonitos, como o cristianismo e as lutas políticas por melhores condições são empobrecidos e vilipendiados por línguas e mentes tecnicamente dotadas de “inteligência”. Juram que poder falar denota sabedoria.

Nos palcos, vomitam palavrões e gritam velhas verdades, massacrando a inutilidade dos jargões de outrem. Não fazem mais sentido. São sem porquê. Drogam-se porque na realidade são corroídos de impertinências e aliciados por idéias alienadas. Pensam estar no auge de sua vida, vestindo-se de preto e dizendo ser filhos de satã (ele com certeza ri disso... rs), quando na verdade se iludem com a possibilidade do surgimento de novas revoluções. Cadáveres em pé! São jovens... Tantos corações revoltados porque seus pais chamam atenção quando são impertinentes, porque têm todo o conforto e as condições para uma vida digna. Mostrem-me os motivos para tanta demasia.

Por tudo isso, eu tenho profunda admiração por todo movimento que busca dias melhores. Eles estão por entre nós, traçando caminhos de solidariedade que não enxergamos. Têm idéias com fundamento, sem alienação histórica. O anseio por um mundo justo. Com rostos pintados ou não, bandeiras ou estrelas no peito. São história, por excelência!

É fácil dizer mal de todas as iniciativas, da Igreja, ou de todo e qualquer tipo de luta que seja o bem comum. Mas é difícil adotar uma postura no mínimo melhor que a deles. Talvez quem vomite tanta intolerância precisará da solidariedade dos ”inúteis”, como sugerem em suas falas. E a passividade – que não é pacifismo, como muitos pensam – tratará de acalentar suas almas quando procurarem por abrigo ideológico e/ou espiritual.

Bom...  A hora já passa. Um café para alertar para o dia, com o açúcar que adoçará esta manhã, que não é de Ipanema.



Escrito por Melissa Rocha às 00h49
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A busca da verdade como um modo de vida

Eu continuo por ai... Voando, como dizem. Todas as noites, após o término do cursinho, tomo um ônibus e, em pé, encosto minha cabeça na janela, observando as luzes invadindo ruas cidade adentro. Um cansaço nas panturrilhas, a mente um pouco cansada... Mas ainda tenho que chegar em casa e estudar mais. Valerá à pena!

Hoje eu disse a um amigo que existem verdades relativas. Ele, sendo “alienado” pela matemática, por achar que ela rege todas as coisas, discutiu comigo. A própria verdade da matemática é muito relativa. Se reduzirmos a vida a uma série de contas e a coisas tão “certas”, ela fica chata. Tornamo-nos limitados, intolerantes. Por isso meu apego ao imperfeito, que por mim é tido não como errado, abjeto, mas como a plena certeza de que cada ato humano pode modificar uma vivência. E cá está a importância de desejar profundo todo sonho e vontade. Até ideologias.

Não gosto de atribuir teorias evolutivas a nenhum tipo de relação humana, quanto menos afetiva. É claro que as relações evoluem, mas não espero nem quero que nada seja como é na natureza; nascer, crescer, morrer. A morte de qualquer tipo de relação está no ser humano, por tudo o que faz e fala. Novamente, eu disse isso a alguns amigos outro dia. Disse a eles que, mesmo sendo novos (ambos com 17 anos), têm que investir no relacionamento. Acho que fiz com que se sentissem melhor, e felizes por tal sentimento. Pra ser mais direta, ele e ela são Gisele e Wesley, que estão, agora, separados por “poucas” 18 horas. Isso pra quem não percorreu o caminho - e pensa que o conhece – é uma eternidade; pra quem espera de verdade e confia, são 18 horas... E como a própria Gisele me disse, “só sabe quem passa”.

 Quando converso com ela – que é uma de minhas grandes amigas – e com Wesley, sempre surgem sorrisos discretos e às vezes emocionados em minha face. Sorrio às vezes por dentro. Porque me alegro em vê-los lutando por algo tão bonito hoje, num mundo onde tudo é feito para ser quebrado.

“Você é responsável por suas escolhas e pelas conseqüências que elas acarretarão”. Meu professor de redação sempre diz isso com ou sem metáforas, com a “dimensão” perfeita e necessária. Acho que já entendi o que ele diz.

Por que tanto Gisele quanto Wesley, eu e mais tantas pessoas que esperam por algo sincero e verdadeiro não podem acreditar no que sentem e lutar pela “eternidade”? É... Acho que não saberiam responder. Para alguns, vale ter no mínimo 5 companheiros(as) pra descobrir qual foi o(a) melhor e depois casar-se. Nesse caminho, todos se machucarão. Isso é certo. Gente não é cobaia. Se você quer namorar 100, 10, 5 pessoas, testá-las e submetê-las às mais variadas experiências, faça isto. Mas pense bem: para cobaias, usa-se ratos. Está certo que você pode errar, e depois encontrar alguém que realmente valha à pena. É verdade, mas isso não tira o direito de quem quer apostar suas fichas no “hoje”. Se você quer partir para uma vida pensando que é mais um dos que vão fazer parte de seu laboratório sentimental e carnal, eu realmente sinto muito.

Eu acredito na “eternidade”, e é isto o que busco para meus dias. Deito-me em minha cama, olho para a janela e sussurro aquela música tão bonita, que diz: “eu abro mão da eternidade para tocar-te. Você é o mais perto do céu que conseguirei chegar”. É a frase mais bela que já ouvi, e meu grande desejo é dizê-la a alguém especial. Quero chegar onde muitos não acreditam que conseguirei e dizer: “Eu lutei pela eternidade! Esta é a verdade pela qual vivo!” Terei sido e serei muito mais feliz.

Meio rouca, continuo cantando a canção de Goo Goo Dolls pela casa... Irritando vizinhos e adjacências. Mas é isso o que quero: a eternidade que jurei. A eternidade que se dará por tudo quanto sonho, sofro* e espero.

Fiquem com as canções, porque agora tem uma lua me esperando ali fora. Colocarei meu cordão lunar com seu pingente e ‘aquele’ anel em meu dedo para, através do brilho dessa lua, dizer que farei a eternidade e carregarei este mundo nos ombros se acaso esperar.

Eu volto com novos pensamentos, bonitos ou não.

 

 

* entenda-se sofrimento não por dor – que outrora foi vivenciada –, mas por espera mesmo, pelo simples fato – ou não tão simples assim – de “viver”.



Escrito por Melissa Rocha às 23h49
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