::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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Por que as pessoas se casam, ficam juntas?

Todos certamente responderiam que é porque se amam. A resposta é correta – todos sabem, mas, para mim, sem embasamento crítico, sem razão.
‘Vida sem amor é morte, porque só o amor pode criar o homem como sujeito, dando origem ao mundo humano.’
O amor, quando ultrapassa as barreiras do emocional – entenda-se quando não é mais paixão –, é o mais belo dom e, para mim, o imperfeito mais perfeito.
Parece audácia minha querer responder à pergunta do título. Eu nunca fui casada (rs) e nem nunca tive – que as pessoas saibam publicamente e/ou oficialmente, por assim dizer – envolvimentos amorosos. Pareço fria ao falar disso, mas eu já conheci o amor. E acho que conheço ainda.
Amor e dor estão intimamente relacionados. Não se sofre por alguém; sofremos por não poder tê-lo ao lado em determinado momento ou tempo, ou alguma situação ruim pela qual estejamos passando. Renato Russo disse que quando o amor é de verdade não há sofrimento. Eu concordo com ele, mas, se não tiver pelo menos um pouco de dor, não é amor.
O amor aperta o peito e, ao mesmo tempo, faz-nos assoviar as canções mais belas pelos ares ai. E não se escolhe a quem amar. Daí, para mim, vale lembrar sempre o que as duas pessoas têm em comum, e não o que têm em diferente. Têm que procurar motivos para estar junto, e não para se separarem.
Acredito piamente que o amor tudo supera, tudo crê e espera – já dizia São Paulo. A dor a que ele é passível é recompensada quando nos entregamos, sem medo. (Logo eu falando de não ter medo. Quem me conhece sabe que eu estou me contradizendo.)
Acho que nem preciso falar aqui a respeito de beijos e coisas do tipo... Aqueles beijos que se perdem nas noitadas por ai. É algo absolutamente contrário ao que é amor. Eu uso a palavra mundana pra classificar isso, se é que podem entender.
Por diversas vezes, o amor está relacionado à posse. E é complicado falar disto agora. O amor precisa de simbiose de almas, mesmo sendo diferentes, porque o igual não é interessante. Na Filosofia, é correto dizer ”necessito de ti porque te amo” (amor maduro), mas não ”amo-te porque necessito de ti” (amor imaturo). Embora a ordem não altere em muito a semântica, para a vida as duas declarações são diferentes.
‘Amor é possibilitar ao outro e a mim mesmo o exercício da liberdade criadora do próprio ser. O amor transforma um ser coisificado, humilhado, oprimido, em sujeito, pleno de possibilidades.’
Eu não acredito que duas pessoas se casem porque querem possuir uma a outra. Sei que isso acontece, claro... Mas eu quero – sei lá – que não seja assim comigo. Quero que, se algum dia eu venha a fazer isso (casar-me) seja uma escolha racional e emocional. Seja porque eu tenha encontrado sentido, porque queira dividir minha vida, meus sonhos e fazer parte do sonho do outro também.
Minha irmã se casa no fim do ano. E eu não vejo, nem nela nem em meu cunhado, o desejo de se possuírem. Nunca vi. Partem agora para serem livres juntos, respeitando-se com todas as suas diferenças e igualdades. A liberdade a qual o amor os condiciona não é libertinagem, o que muita gente confunde nos dias de hoje. É bonito vê-los, porque sei que é de verdade, e sei o quanto lutaram para estar junto. Deus os abençoe!
‘O amor é o mistério que faz com que eu me perca, sem defesas, no outro e o outro em mim, mas, ao nos perdermos um no outro, por sortilégio do amor, nos encontramos e nos transformamos em liberdade e criação.’

Tenho medo... Tenho medo. Tenho coragem e tenho medo, sim. Que se danem, que se danem os nós!
Gonçalves Dias que me valha os dias. “Por tudo o quanto sofro, por tudo o quanto hei de sofrer... Por tudo isso, eu te amo”. Quão belo é... Quão belo se faz. Quão belo eu espero.
‘Tudo é poesia, vida, força, paixão e fé. A sensação, toda essa paixão. Ver o luar, ver o luar... No amor, do amor, para amar.’ (Renato Vargas)

*Citações e inspirações do livro Para Filosofar – Ed. Scipione.


Escrito por Melissa Rocha às 13h12
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Minha Oração

Que a minha oração não seja uma desculpa por não saber fazer meus dias melhores.

Que a minha oração não seja um afronto a quem não reza.

Que a minha oração não seja um afronto ao próprio Deus.

Que a minha oração não seja um ato de não querer ajudar na mudança do mundo.

Que a minha oração me aproxime dos outros.

Que a minha oração seja a vontade de fazer vida! Que a minha oração contemple a face da criação, humanidade e cosmos.

Que a minha oração seja o bem-querer do outro.

Que a minha oração não seja uma venda, que me impeça de enxergar a realidade.

Que a minha oração não seja um descompromisso com a existência humana.

Enfim, que a minha oração seja, de fato ora-ação; a busca pelo transcendente no humano e a certeza do encontro com Ele.



Escrito por Melissa Rocha às 16h05
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"Certas coisas de todo dia nos trazem a alegria..."

Esta semana uma amiga embarcou para Brasília para fazer a prova do vestibular. Está certo que foi na intenção de apenas treinar para a de dezembro, mas foi confiante, tranqüila. Confio nela.

Foi interessante ver seus olhos brilhando ao falar de ver o namorado, que mora lá. Wesley. Costumo chamá-lo de cunhado. Ele já passa a ser extremamente importante em minha vida, através do que significa para Gisele. Eu amo minha amiga.

Quando ela embarcou, não me continha de esperanças pela felicidade que presenciei ao ouvi-la falar dessa “espera”. Eu vejo suas asas baterem mais forte, levando-a para novo caminho.

A partir do que ela vivencia agora, nesta semana, eu fico a imaginar o que vai ser nos primeiros dias de dezembro. Eu estarei sentada numa carteira da universidade, agarrando e defendendo meu sonho com força! Um vestibular! Meu Deus! Pode ser bonito imaginar assim, mas é também assustador.

Na pior das hipóteses, não será tempo jogado fora. Assim penso, pelo menos.

Esses dias de estudo desenfreado são capazes de nos levar para lugares longe ou muito perto de nós. É possível e passível estarmos em casa, com a família, mas com a cabeça flutuando em outros assuntos. Isto nos distancia dos outros, de nós mesmos, de nossa essência. É extremamente dolorido. Só enxergamos depois de alguma crise ou desentendimento ocorridos.

Tanto para nós estudantes quanto para a família, é algo difícil. Nós não vemos nada além nem através de folhas de papel e informação, e eles, também voltados para outras atividades, julgam nossas atitudes absolutamente impertinentes.

Às vezes eu choro, grito. Grito até com a boca fechada, em silêncio. Enfio minha cabeça por debaixo das mãos e elevo minha alma ao cosmos. No cansaço, meu corpo parece não mais responder às necessidades como deveria.

Quando as lágrimas encontram o chão, projeto minha imagem ali, numa atitude não narcisista, mas de reconhecimento de minha própria face e o que posso enxergar de mim.

Em meio à música – ou às músicas – da minha vida, soluço, rio, encontro a sola de um pé com outro, paro. As lágrimas fogem de mim.

Na janela do ônibus, encosto minha cabeça e fecho os olhos sem querer, às vezes. Durmo até que chegue a meu destino. Ando na rua deserta com o frio entrando pela manga da blusa já amassada, os ombros caídos e o rosto pálido de cansaço.

A noite pode representar treva, escuro, mas pode também representar a tardança de alguns acontecimentos que devem ser aguardados.

Olho para tudo isso e me pergunto se vale tanto à pena. O que passa, o que vem, o que marca, renasce, nasce. Decisões, sonhos... É tanto! Mas espero, com o coração apertado, como respondi esses dias quando perguntaram como estava meu coração. Espero não a felicidade, porque sei que não será encontrada à primeira vista. O que quero é só a oportunidade de poder construí-la; fazer meus dias felizes, realizados e melhores, talvez, que tudo o que vivi e vi por até aqui.



Escrito por Melissa Rocha às 00h23
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