A via-crucis da humanização
Li-ber-da-de: f. 1. Faculdade de fazer ou não fazer algo; escolha. 2. Independência. 3. Direito.
Li-ber-ti-na-gem: f. Forma desregrada de viver.
*Dicionário DELP.
Escrever sobre o que é liberdade não é tarefa fácil. Escrever sobre a confusão liberdade X libertinagem menos ainda.
O homem pós-moderno sempre procura um culpado para suas próprias atitudes. Quando não acha, culpa Deus ou a natureza. Acontece que atribuir a alguém ou alguma coisa a responsabilidade de suas ações é algo um tanto quanto pretensioso (eu diria petulante em algumas circunstâncias).
Assim como a adolescência – que, segundo psicólogos, é uma fase da vida que foi, num processo muito complexo, inventada – é a pós-modernidade. O ser humano inventou as regras deste tempo, seus preceitos e valores. É como se fosse um agrupamento social dentro de outro, levando-se em conta os diversos processos sociológicos das formações de grupos sociais.
Hoje, o importante é assumir uma postura – seja ela qual for – a respeito de tudo o que existe. E aí você se vê num processo que mata aos poucos a sua vontade e a sua personalidade. Numa conversa entre amigos, vê-se na obrigação de explicar e explanar o porquê de suas ações e seus valores. Eles querem saber, independente da utilidade (inutilidade, eu diria) que isso possa ter ou não.
Morrem inocentes todos os dias. Morrem de fome lá na África e aí, embaixo da sua janela. Semana passada morreu um aqui perto. Estudou comigo. Enfiou-se nas drogas. Mataram-no com um tiro na cabeça. E aí o ser humano, novamente, na sua tendência a sínteses mais fáceis – entropia – pergunta-se: onde está Deus nessas situações? De quem é a culpa?
Acontece que somos livres; para matar ou fazer viver, para deixar morrer ou fazer nascer.
Cantamos a liberdade, mas não sabemos que a possuímos. Na síntese mais rápida, escolhemos o acaso. Cobramos posturas alheias, mas não nos questionamos sobre as nossas. Cobramos posturas da Igreja, das instituições diversas, mas não acolhemos nossas vidas como dons. É mais um reflexo “pós-moderno”; fechamo-nos dentro de nossos âmagos, e esquecemos de que estamos neste mundo para os outros. Somos maniqueístas, sim! E novamente, não sabendo justificar, escolhemos alguém, algo ou alguma coisa que já está aí, e que, fazendo o que pareça conservador ou não, é sempre culpado.
E vêm me dizer que o ser humano sabe lidar com sua liberdade? Se soubesse, nada estava assim. Nada. Quem tem tanto controle sobre a natureza – diga-se de passagem – deveria ter controle maior sobre si mesmo. Quem tanto fala, deveria saber justificar suas ações. Vamos morrer mordendo nosso próprio rabo.
Mataram um cara porque ele veio ensinar a viver. E continuam matando todos os dias, as palavras de bem. Eu não estou falando da Igreja ou de instituição alguma. Eu falo do BEM. Quem prega o bem, quem se dá pelos outros, quem tem uma filosofia de vida que busca um mundo melhor pra se viver é sempre crucificado. Podem não matar fisicamente, mas matam seu espírito.
Eu às vezes me deprimo com situações assim. Passei o dia todo pensando sobre isso, lendo e enchendo a paciência de minha mãe. E eis que, em algum momento, encontrei uma música num CD e vi uma cena no filme Cidade dos Anjos que tinham a mesma idéia:
”Diante de ti ponho a vida e ponho a morte. Mas tens que saber escolher. Se escolhes matar, também morrerás. Se deixas viver, também viverás. Então vive e deixa viver.”
Se você se sente bem assim, continue com os olhos fechados. Já que tudo é tão controlador, faça algo tão melhor que possa vangloriar-se. Muito melhor. Enfie-se no meio dos pobres para saber o que é pobreza. Você fala de milhares de pobres no mundo pra ter um discurso coeso e bonito, mas nada faz por eles. Tente. Talvez você tenha ai, monopolizada em sua mente, a solução para tanta escuridão. Talvez você precise crucificar mais um por isso.
Crucfica-o!
Crucifica-os!
Escrito por Melissa Rocha às 23h49
[]
[envie esta mensagem]
Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda.Brilha, porque alta vive.
"Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda.Brilha, porque alta vive."
Autor: Ricardo Reis (Fernando Pessoa)
Buscar na Web "Ricardo Reis (Fernando Pessoa)"
Quando: 14-2-1933
Eu amo Fernando Pessoa. Aqui, no caso, Ricardo Reis, um de seus heterônimos... São textos lindíssimos e inspiradores! Lindos! E tudo tem a ver comigo sempre!
Escrito por Melissa Rocha às 14h08
[]
[envie esta mensagem]
Toda vez que o assunto é escrever para o blog eu penso milhares de motivos. Pode ser que, durante a semana eu tenha vivido algo que seja interessante escrever aqui, pode ser que eu tenha tido inspiração para falar, vendo a roda do ônibus em seu movimento, a força centrípeta (eu não sou Augusto dos Anjos, então não vou falar de ciência aqui), o simples murmurar das águas do rio Paraíba. É.
Quando quero escrever, dá vontade de falar de tudo o que e quanto penso. Não sei por quê, mas há algo em mim, necessidade ou vontade, de mostrar e explanar aquilo que tenho em mente a respeito de tudo por aí. Será isso algo de cunho jornalístico? Não sei. O que interessa é escrever! E como é bom.
Eu sei que exagero (às vezes?) com as orações subordinadas (esta última é Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta, se não me engano), mas eu preciso delas! E gosto! As conjunções integrantes e subordinativas são perfeitas. Sem excluir as coordenativas, claro! Um bom texto deve contê-las todas. Eu acho. (Isso foi muito subjetivo. “Eu acho”.)
Meus dedos sambam e dançam no teclado entretendo a razão! E eu quero escrever sobre aquela (aquelas?) música que me faz pensar milhaaaaaaaares de sinestesias, vontades, desejos de todos os tipos! Ui! Quero escrever sobre o ponto de ônibus com o banco duro, o jogo de vôlei na escola, do Júlio Vidal (professor de Geografia mais louco que eu já vi) xingando os EUA de filhas da p*ta, de política (até falar do mensalão eu já quis), de música, de gente chata e pilantra, de gente alienada, de comunidades engraçadas e/ou ridículas no orkut (a coisa útil mais inútil dos últimos tempos), escrever sobre e/ou para alguém. Mas sempre tomar conta de linhas e mais linhas aqui nesta telinha ou no caderno (eu sou ecológica, então uso o computador. rs!).(Será que a esta altura tem alguém lendo e rindo da minha cara? Deve ter. Se está engraçado, continue o embalo, Melissinha! —Sai voado, pensaria eu! Eu vou falar de coisas sérias agora. Sérias e bonitas!)
2/07/1987. Bom... É meu aniversário. Que coisa normal! (Normal? Louca. Deve ser. Ou é? Está bem. Eu não sei.)
Ano passado eu escrevi coisas enlouquecedoras de sérias, aos meus 17 anos. Minha capacidade de continuar chorona, boba e risonha é algo – eu já percebi – perfeitamente crônico. Ou crônica? (Pode ter outras conotações.) Eu continuo uma menina séria, mas agora com 18 anos. Muda o quê? Sinceramente, não sei. Repentinamente, começam a cobrar diversas atitudes suas. (Todos sabem do que estou falando aqui? —Sabem, eu respondi por vocês. Então não vou explanar!)
Chorona, autêntica canceriana, sentimental (nunca vi amar tanto!), triste às vezes, diplomata, sonhadora, mãezona, super-protetora, ri de tudo, ri sozinha, chora sozinha também. Criativa, bem-humorada – nem sempre, comunicativa e tímida. Querem mais? Nunca vi ‘suspirar’ como eu. Então já está bom pra saberem que isso tudo aí só tem uma maneira de resumir: MELISSA. E é isso.
Eu quero ter 18, 19, 20... Continuar do jeito que sou, beijar o vento e sentir a noite, olhar a lua e ser a MELIthil, ser a Moon Singer, a Scarlet_Rose. Eu quero ser EU! Eu quero cantar Ana Carolina pelos corredores aí, pelas estradas, pelo corredor da faculdade (se Deus quiser!) e por todo canto onde minha voz e meu violão forem acolhidos. (eE nada melhor que ficar a sós com a VOZ e o VIOLÃO... E nada melhor que ficar a sós com VIOLÃO e VOZ! Tchuru, tchuru!...)
Então... Parabéns pra mim!
Estarei escrevendo sobre tudo o que e quanto penso.
Carinhosamente, beijos com sabor MEL, MELISSA, MEL-MELISSA-MELADO, MELITHIL, SCARLET e por aí vai.
e “O luar ainda é como os meus brinquedos de criança. E o luar ainda é como os meus desejos, esperanças”. e (Renato Vargas – Fio de Luz)
Escrito por Melissa Rocha às 00h30
[]
[envie esta mensagem]
|