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Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua! Idade: pra quê você quer saber? Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..." Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs) Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe) Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns. Músicas: Se eu quiser falar com Deus. Olha eu aqui, ó:
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Este blog anda precisando de mim... Estou sem inspiração pra escrever. Acho que a tristeza pode ser muito invasiva e evasiva ao mesmo tempo. Quando a gente se entristece as coisas parecem não ser mais tão normais... Tudo passa a ser parte de um pedaço. Eu fiz este poema num dia em que não estava muito bem. Era aula do cursinho... Fiz no verso da apostila. Quando eu tiver algo melhor, eu volto a postar com decência. E não com “deScência”. Perdoem-me. Eu sempre escrevo coisas bonitas... Isto aqui está tão sem poesia, sem métrica. Não que a métrica seja importante... Mas... Espero que entendam. Já está chegando o calor Mais chuva pra esconder minhas lágrimas Que eu não entendo os porquês Que eu não quero chorar. Não queria... Não esperava. Por que de novo? Por que comigo? Por que tanto pra nada? E eu não sei o que sentir. E tudo é tão sincero E tão certo quanto o ar que eu respiro. Pior que perder é não ter. Eu já nem sei mais se perdi ou se nunca tive. Procuro entender ao meu redor o que virá, Se tão longe vou estar. Mas estou cansada e fraca. Meu coração não deixa meu corpo descansar. Cansada e fraca a esperar Que uma doce voz desperte meu sono. Eu não quero mais escrever. Já molhei a folha. Eu não quero mais ser. Eu não quero ser. Eu não quero ser quem eu sou. Dói demais ser quem eu sou. Dói demais.
Escrito por Melissa Rocha às 23h50 [] [envie esta mensagem]
Doce, doce, doce. A vida é um doce... Vida é MEL? Sabem, queridos leitores, eu já parei para pensar. Pensei muito mesmo. Eu não estou num momento em que seja interessante dizer se a vida é boa ou ruim. AGORA (como esse “agora” é importante...), ela está vazia. Transborda de chances no campo profissional, mas em outros aspectos, sempre deixa a desejar. Na verdade, sempre deixou. Talvez eu não queira admitir. E eu fico aqui, escutando aquelas músicas melosas que todos escutam quando sofrem. O cd da Ana não pára de rodar. Pelo menos eu sei que ela compartilha do que sinto. Eu não sei bem se isso é sofrimento. Sendo ou não, é necessário. Contraditório ou não, quando sofro, sinto-me viva. É mais uma luta, mais um caminho, mais uma vez eu tenho que tirar a espada e a harpa da bainha. (Será que passei a gostar? — Masoquista!) Andei eufórica por esses dias. (Será que é efeito de floral?) Uma euforia que me dizia preceder a dor. Algo de cunho anestésico. Esse sentimento de abandono que sempre me resta. Independente da situação, ele aparece... E volta a machucar, e volta a machucar. Sinceramente, eu não tenho nada de bonito pra dizer sobre a vida atualmente. A vida não é um doce, muito menos MEL. Eu já fui boa demais, benevolente, atenciosa, carinhosa, a “menina-legal-decidida-forte-sábia”. Pois eu digo que isso tudo me enche o ego, mas esvazia minha alma às vezes. Ô! Mulher que sabe o que quer pra si. (Que *****!) No final sempre dá nisso. Eu já devia saber. Como eu já fui tudo isso ai em cima demais, eu me reservo o direito de ser o contrário agora. Não me cobrem entusiasmo, “cabeça-feita”, coração-inteligente, consciência, fortaleza ou coisas do tipo. E sem broncas, por favor! Quero viver a demasia desses novos sentimentos egocêntricos: a covardia, o egoísmo, o “umbigocentrismo”, o “****-se” incontido. (Que imatura!, alguns diriam. Mas ninguém pensa nisso quando fala ***** pra mim. E eu penso se não machuco, se não ofendo, se não denigro. — Falou, santa! Pois é isso o que devem pensar. Aproveitam para instalar o “fuck-you-melissa”.) (É a terceira vez que eu falo **** neste texto. Que chulo!) É fácil dizer “levanta-a-cabeça”. Mas não é fácil estar no meu corpo agora. Um dia, eu vou entender. Entender não, aceitar. Porque realmente não me resta outra coisa. Entender ou não é um direito que me cabe. Aceitar é conseqüência incontestável. Enquanto isso, boas doses de música contêm minha alma. Quando precisam, alguns amigos procuram pra conversar. E eu sinto o abraço de amigos que estão até longe. Eu sempre fui sozinha. Agora é que percebo. “Me sinto tão só, e dizem que a solidão é a que me cai bem”. Já deve estar comercializável o suficiente. Eu vou gravar um cd. Eu só vou começar a viver de verdade quando eu fizer minha cabeça aceitar que eu não preciso de ninguém pra ser feliz. (Período Nominal longo... Mas deve ter dado pra entender.) Eu nasci com esse coração cisne. A única coisa que resta fazer é aceitar. Escrever meus poemas tristes. Cantar minhas canções dando minha alma. A wintry eve Once upon a tale An ugly duckling Lost in a verse Of a sparrows carol Dreaming the stars. Ahh! Pelo amor de Deus! Parem de fazer essas músicas depressivas! “No meu mundo, o amor é para poetas.” Então eu não sou uma. A vida não é doce. A vida não é MEL. Escrito por Melissa Rocha às 00h37 [] [envie esta mensagem]
O copo de vinho que antecede o Vento Aquela manhã foi diferente, como qualquer alma – por menos benevolente que fosse – poderia imaginar ou prever. A água rolava pelo rosto, como querendo ir ao rio que passa por essas ruas. O sol queimava minha branca pele, me torturando. Não havia dormido. Passara as horas que restaram da madrugada no quintal, definhando. Um filme passava nos olhos marejados. À tarde, os olhos fundos de insônia e choro, e a pele do rosto já queimada pelo sal desta água. Milhares de pedaços de músicas escritos por partes das folhas dos cálidos cadernos. Não sabia quanto doía o silêncio. A dor doía. Inevitavelmente, como o tremor de pálpebras e mãos alarmadas. Dor e lágrimas homólogas. No outro dia... Subi aquelas ladeiras como não fazia há muito tempo. Não havia tido tamanha tristeza, até então, para fazê-lo novamente. Arrastava-me pelos ladrilhos da calçada da Câmara, trocando passos com suspiros lentos. Avistava o banco que sempre fez parte de minhas dores, noturnas ou diurnas. Batia o vento, pessoas passavam e olhavam. As folhas das árvores batiam em meus cabelos, misturando vento, folhas e lágrimas à poeira. O vinho ia adentrando a carne. Fazia-me tremer junto com o calor da atmosfera naqueles instantes. Meu nome escrito por letras minúsculas. Significa deixar a força que tem de lado, e tender à doçura, que não é racional, por direito. Doçura esta que se transformou em canção triste, em tom menor, forte, fortíssimo. Piano? Pianíssimo? Não. Do tamanho da minha dor. A voz grave daquela mulher repetia a mesma música desde aquela madrugada. Sem parar. Lágrimas não são vistas no escuro. Preto é ausência de cor. Soluço é mero impulso da dor. O braço e o dedo anelar marcados por uma linha branca que o sol fez ficar na pele. Olho ao redor da cidade, olho as águas do rio, a ponte, e pergunto os porquês deste caminho tão assim, perdido. Sempre tudo errado. Sucesso profissional (nem sei se ainda posso chamar de sucesso, mas já é algo) paralelo ao fracasso afetivo. Está escuro. Surge a primeira sensação do vinho: um “prazer” condicionado. Os calafrios. Ruindade? Não! Sensações. Sentia minha alma murchar quando andava e não conseguia me firmar no chão. Não chegou a ponto das imagens rodarem. Não... Seria demais. Deitei-me no banco, olhando para cima, sentindo um “nada” que me angustiava. E de novo, vejo-me no espelho côncavo, pequena... Demasiadamente. Esta coisa incontida Contida neste banco Este vento indomável Este rio correndo em mim A folha de papel pingada de vinho. Uma garrafa. Um copo. Um brinde àquilo para que irei sorrir agora. Um brinde à tristeza desses dias que viverei. Eu queria ouvir meu irmão tocar uma canção triste pra mim... O sândalo perfuma o corte do machado. Uma atadura não muito boa estanca – para fins de primeiros socorros – o sangue que jorra. Escrito por Melissa Rocha às 23h26 [] [envie esta mensagem]
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