::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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“O tempo passa e engraxa a gastura dos sapatos, na pressa a gente não nota que a lua muda de formato. Pessoas passam por mim pra pegar o metrô, confundo a vida ser um longa metragem...”

A vida pode ora soar como uma sonata muito calma, de linha melódica tranqüila, ora mudar-se em fugas vibrantes, ou enfurecidas. E é assim que caminho. Se eu não levasse tudo em música, os tempos não valeriam à pena. O erro seria puro desperdício.

Nesses tempos corridos, em que o dia inteiro o que se vê são resumos e mais resumos da vida, da História, da Terra, das Ciências, eu me perco de mim por entre raciocínios processuais, obstáculos e resistências, mudanças sociais, progressões e equilíbrios de todas as naturezas.

Chego em casa e pareço não reconhecer as pessoas, meu quarto, a sala, os móveis. É como se fosse uma visita aqui dentro. Todos me saúdam quando chego, contam as novidades, eu tomo banho, como e durmo. No outro dia, acordo e tudo acontece novamente.

Vai chegar o fim do mês e vou respirar mais aliviada, pensando: “eu fiz tudo o que esteve ao meu alcance”. Viajarei oito horas pra lutar mais uma luta. É, eu vou. No início do ano eu não imaginava o quão rápido este dia chegaria... Faltam alguns dias.

É dolorido olhar nos rostos cansados de meus colegas. Alguns caíram no meio do deserto, outros pararam, outros simplesmente andaram para trás. Outros continuaram, e estão comigo. Olho em seus olhos cansados e me deparo comigo. Falta pouco. Ajudamo-nos com água e toalha pelo deserto ensolarado. Chegaremos ao precipício de onde saltaremos para o outro lado. Cairemos? Não sei. Se cairmos, levantaremos, subiremos, e iniciaremos a caminhada mais uma vez.

É. No sangue. Na força. Na fé.

*      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *

Eu já esqueço os dias, as horas. Chego em meu quarto e vejo algumas correspondências; cartas de amigos, de gente que nunca imaginei que fosse escrever algo. Lembranças nas cartas, desejos de felicidade, de sucesso. Pois é... Isso tudo faz tão bem! =)

*      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *      *

Eu ainda não terminei de compor a nova serenata. Na verdade, eu acho que não comecei. Um novo pode desabrochar a cada dia, me ensinando que a vida está longe de ser a pequenez que ora sugeri em minhas palavras. A vida é grande, forte, sedenta, força, vida, vida...

A vida é um beijo. A vida é um afago. A vida é um rosto envergonhado. A vida é um suspiro – sinto ar, respiro. A vida é um silêncio. A vida é barulho. A vida é uma lágrima. A vida é um rio. A vida é um grão. A vida é mais do que pensem e falem que seja infinito A vida é o sopro do Criador. A vida já foi feita de tristeza. Tristeza esta que foi meu alimento. Tristeza pelo não-ter, pelo lutar e não tocar. A vida já foi toda espera. Hoje é esperança. A vida já foi toda saudosismo. Hoje é saudade. A vida já foi mais dor. Hoje é menos sofrer. A vida poderia ter sido melhor que isso algum dia? Pena que agora eu não posso voltar atrás.

Quer saber? Eu erraria tudo novamente para ter o prazer de consertar agora.



Escrito por Melissa Rocha às 02h05
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