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Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua! Idade: pra quê você quer saber? Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..." Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs) Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe) Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns. Músicas: Se eu quiser falar com Deus. Olha eu aqui, ó:
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Always, forever, now. Always forever now. Quanto custa um sonho? Que preço se paga pela coragem de mudar? Vejo a vida nascer todos os dias nas mãos de gente que faz esse dom valer á pena, valer esforço, luta e briga. Mãos que incentivam, mãos já calejadas pelo cansaço do trabalho. Vejo povo que se arrisca nas estradas lamacentas de terra vermelha para levar comida a quem tem fome, saúde a quem o poder público abandonou, palavras de vida a quem já não espera. * * * * * * * * * * * * * * Depois de um 2005 conturbado, engraçado, surpreendente e tudo mais, enxergo alguns sonhos logo ali, outros mais adiante. No início do ano, todas as energias concentradas num projeto: um vestibular. Sim, Comunicação Social. Durante estudos, por influência de um professor, Julio Vidal, apaixono-me pelo curso de Ciências Sociais. Decisão tomada. A rotina enlouquecedora de 6 da manhã às 10 da noite. A missão: fazer o 3º ano, juntamente com Cursinho pré-vestibular. Panturrilhas cansadas todos os dias, garrafas e mais garrafas de refrigerante de cola, pó de guaraná, barras de cereais. Amizades que contribuíram para meu crescimento intelectual surgiram e se fazem necessárias. Do lado da rotina de estudos, a Música, como peça indispensável à minha vida: shows, bandas, restaurante. Crescimento, satisfação, intrigas, desapontamento. Meu emocional, como se pode deduzir, não andava bem. Nem andava. Sofri, chorei. Senti dor porque acreditei. Acabou? Libertei-me então de uma dor, de uma escravidão. E como eu precisava disso! Não sabia, no entanto, que o futuro bem próximo me reservava uma feliz surpresa, um presente. “Plesente do Papai do Céu”. Alguém que foi capaz de raspar a dor que morava em meu coração, em minha alma... Olhos lindos de amêndoa. Sim, sim! Estudei arduamente até me cansar e me estressar. Reduzi um pouco a rotina. Tive mais tempo para viver e descobrir as boas novas da vida. Dormia em algumas aulas “dispensáveis” no Colégio. Fatos esses que se repetiram centenas – centenas não, dezenas – de vezes. E foi minha marca no Pedro Braile. Aliás, foram as marcas vermelhas em minha testa. Cortar fila no refeitório e levar vinho para a escola fazia parte. E era divertido. Final de setembro, início de outubro. A vida me reservava um presente de bochechas lindas, olhar intrigante e olhos de amêndoas... Um amigo que se tornou meu companheiro, meu namorado. Meu homem! (Ui!) (sic) Estamos juntos. E é isso aí. A vida tão simples é boa. O tempo continua passando. Chega a hora do vestibular. Sinto-me tranqüila para fazer a prova. Sem ansiedade, sem nervosismo. Sou recebida por uma família adorável em Belo Horizonte. Tudo transcorre bem. Volto para Resende. Bem, eu não passei. Chorei e sofri muito. Ainda choro às vezes, ainda sofro. Porque para alguns, a faculdade não era a vida. Mas para mim é. Eu não entendi por que ainda não chegou a minha hora. E quando chegar... Será que entenderei? Eu não queria passar mais um ano estudando algumas matérias que eu odeio pra prestar prova novamente. Mas sinto que ELE me diz: sua hora ainda não chegou. Sofri, chorei, sofro e choro, porque é deveras importante para mim. E ninguém sabe o quanto. Não é um curso, é minha vida. Utopia? Sim, eu quero mudar o mundo! E desgraçado seja um Cientista Social que não queira, nem em seu âmago. Não preciso de um curso pra explorar este desejo, mas será minha ferramenta no futuro. Abdiquei de minhas amizades, de minha vida, enfim... Tudo por este objetivo. Ainda há resquícios daquele sentimento hostil de derrota... Mas vai passar, e eu vou acabar entendendo todos os porquês. E quando menos espero, o ano termina. Foi-se outro vestibular, mas não é bem o que quero. O que fui? Feliz? Triste? Um pouco disso tudo, eu diria. Pude me conhecer mais ainda neste ano. E me reconheço finalmente como Mulher, com M maiúsculo. Porque não sou uma menina de 18 anos. Sou mulher. Sei o que quero. Ainda que chore, sou forte. Estudarei mais um ano... E o tempo? Ele encarregar-se-á de fazer tudo valer à pena. "Nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte..." Escrito por Melissa Rocha às 01h40 [] [envie esta mensagem]
“Só sei que o mundo vai de lá pra cá, andando por ali, por acolá...” Eu não sei aonde a gente vai, andando pelo mundo... Eu não sei aonde a gente vai. É. Eu estou em tempo de mudanças. De longe e de perto, vislumbro novos campos férteis e inférteis em minha vida. Prados que devem ser imediatamente cultivados e outros que devem ser tratados antes do cultivo. E é assim que enxergo. Um tanto quanto bucólico, não? Mas a vida pode soar desta maneira, um tanto quanto árcade. A vida pode nascer e morrer todos os dias nas palmas de nossas mãos, em ações que constroem e destroem, em palavras que fornecem seiva para nossas veias ou em palavras que envenenam nossas relações sociais. (olha eu aqui, falando de Sociologia...) Hoje eu vejo o mundo com mais calma e ao mesmo tempo mais crítica. Confesso que pouco sei observar se não for como cientista social (sim, com letra minúscula – por enquanto). Tudo é objeto de estudo. E eu tenho me estudado. Descubro o prazer de assistir um filme não por ele, mas por quem está ali, comigo, assistindo. Mesmo que seja pra dormir nos braços desse alguém. Descubro a graça de cair no chão apenas pra fazer meus amigos rirem de minhas trapalhadas. E vivo. Cada momento, cada tempo... Observando o mundo, tocando violão, assobiando... E estudando. A vida continua, mesmo depois da UFMG. Porque ela permanece lá, é feita de concreto. Eu não, sou de carne, osso, sentimento, raiva... Por isso tanto choro e tanto sofrer. É. Devo levantar. Caminhar... Caminhar. Quem se sentir à vontade, venha comigo. Os caminhos são difíceis, eu sei. Ainda deve haver lágrimas para chorar, gente pra xingar, situação pra revoltar. Mas eu prometo sorrir um sorriso discreto atrás de cada dor sempre. Continuo apaixonada por chocolate, por abraços, por pessoas, por músicas, por lugares... Onde ir – Vanessa da Mata Eu não sei o que vi aqui
Escrito por Melissa Rocha às 23h27 [] [envie esta mensagem]
Vi que ficou cinza a cor do azul... Se eu me desentendesse menos comigo mesma, talvez tudo estaria mais claro. Minha alma é muito pequena pra entender tudo o que acontece agora. Preciso entender por tópicos. Listar cada acontecimento, em ordem de importância, pra entender o porquê de mais esta tempestade. Nem consigo cantar as músicas de “dane-se” da Ana. Eu até tenho garganta pra cantar, mas não tenho força. É duro ver que fui ultrapassada no final da corrida. Lutei o ano inteiro pra chegar até aqui e fracassar. Por mais que digam que não é pra me sentir assim, é assim que me sinto: fracassada. E eu não tenho palavra melhor pra definir este momento. O desejo mais árduo deste ano era começar 2006 dizendo: eu sou uma aluna da Universidade Federal de Minas Gerais. E eu chego ao fim de mais um ano, 2005. Pior que o fim dos outros anos, eu tenho certeza. Sabem por quê? Agora eu sou igual a quase todo mundo; terminei o Ensino Médio com Formação Geral, tenho alguns cursos de informática, um pouco de criatividade e horas cantadas em barzinho acumuladas. Sim, é isto o que tenho. Pouco? Muito? Não sei. Realmente não sei. Mais um ano aqui. Um ano sem estudar, adiando boa parte de meus sonhos. Talvez eu trabalhe numa loja de calçados, numa lanchonete, ou volte a tocar num barzinho. Pode até ser divertido. É. Eu não sei o que vou fazer. Só sei que preciso de um emprego que pague a minha mágoa e o meu desespero, meus goles, meus cd´s, meus livros, minha carteira de motorista e minhas futuras inscrições em outros vestibulares. Não tendo mais razões pra continuar parada, decidi dar aulas de Geografia, História e Português para crianças, num projeto social. Periferia. Isto mesmo. Resolvi radicalizar minhas propostas. Enfim. Daqui um tempo talvez eu seja uma socióloga autodidata. Perdoem-me por transmitir tristeza. Desculpem-me. Por enquanto eu não consigo ver sentido nas músicas de “- persevere!”, “- continue!”. Desculpem-me. Eu não consigo mesmo... Talvez eu consiga daqui uns dias, semanas, meses... Eu consigo. Mas não agora. Agora não. Eu preciso chorar. Ta, ta, ta! Eu sou nova, jovem, tudo isso. Ainda tem tempo. Talvez não era minha hora. Eu já sei de tudo isso. Mas permitam-me ignorar essas premissas e chorar de novo. Depois eu levanto e sacudo o mundo. E pronto.
"Vi que ficou cinza a cor do azul. Mas por que chamar a dor antes de acontecer?" Escrito por Melissa Rocha às 23h20 [] [envie esta mensagem]
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