::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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O CANTO DA VOZ 

E quem canta dentro de nós senão nós mesmos?

E quais músicas soam melhores dentro dos anseios tantos?...

Fico a pensar,

tento responder.
Onde está nosso canto.
Onde canta a nossa voz.


E quem canta assim tanto se prende, se revela

Macula-se, joga-se

Grita!

O grito surdo da dor ou da alegria

Que inspira a insanidade de poetas tão vivos.


A carne que canta e desabrocha como rosa

A vermelha e pura

De sangue, paixão do corpo.


É alma, que encanta e gira

Feito o grito alegre de dor intermitente, dor ou saliência


E voz? Aquela que cala, grita, esperneia, então.

E vós? Que ouvis meu canto ensolarado ou assombrado de luta e apego.

E noz? De gosto suave e forte como eu proponho.

E nós? Onde parou nossa voz, então?

 

Melissa Rocha



Escrito por Melissa Rocha às 16h42
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A música em mim

Qual o preço da felicidade? Volto a perguntar. Quantas vezes já indaguei sobre isso? E tantas vezes não tive respostas. Ou pensei que tivesse, talvez.

Desde que cheguei a Belo Horizonte, minha história tem-se moldado e maneiras diferentes. Mas na mesma perspectiva. Uma faculdade, meus queridos, é um sonho. Até ser atingido. Depois, torna-se nossa rotina. O que, para mim, não é susto ou decepção. É o esperado.

Não é fácil estar tão longe. Longe de meus pais, longe de meu amor – Gustavo, longe, enfim, de minhas raízes. E agora as palavras começam a soar tristes.

À tarde, ouço aquelas músicas na rádio. Engraçado a maneira como são tocadas. Um violão no fundo sempre. Têm sido minha trilha aqui, enquanto não me encontro.

Choro às vezes. Lembro-me de tudo, então. Este TUDO que agora está despedaçado. Pedaços em Resende, Juiz de Fora, Campo Grande, Cruzeiro, Brasília, Itajubá. Pedaços. Gente que "me é".

Aqui, os abraços são poucos. A espera é muita. A vontade de que o tempo passe depressa, imensa. A casa é bonita, mas não tem o aconchego do meu lar. Eu ainda não criei o "meu aconchego". Penso que isso vai demorar um pouco. Afinal – mas não no fim -, adaptar-se é sempre difícil. O meu "nicho-ecológico" agora é outro.

Amigos, Pai, Mãe, Amor meu, Cele, Beto...

Eu não me sinto sem vocês.

Ao contrário, sinto-me tanto em vocês, que passo a estar cheia de mim, transbordando. Concomitantemente.

As únicas maneiras de esvaziar meus sentimentos – sem, no entanto, tornar-me vazia – são as lágrimas, é minha poesia, é meu canto.

E hoje, é a vocês que me dedico em lágrimas, canções e poesias.



Escrito por Melissa Rocha às 10h27
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