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Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua! Idade: pra quê você quer saber? Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..." Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs) Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe) Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns. Músicas: Se eu quiser falar com Deus. Olha eu aqui, ó:
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Solidão e Transcendência Será que toda vez que nos sentimos sozinhos, “pulando no abismo”, temos necessariamente de esperar que as pessoas amorteçam nossa queda? Houve tempo em que a solidão me era boa. Hoje, não sei mais definir, por todas as experiências que vivi principalmente neste ano. Houve tempo em que havia tanta gente ao meu redor que acabei optando por me afastar. O texto digital que eu escrevia neste editor alimentava-me a alma mais do que as minhas orações a Deus. Foi tempo em que me reconheci melhor e, pasmem, conheci-me, de fato, no coração de Deus. Não estou aqui defendendo nem alegando a possibilidade da solidão, um aspecto da condição humana, ser boa ou ruim. Mas quero argumentar no sentido de oferecer uma reflexão a respeito da reflexão que fazemos nessa situação de não-ser, ou de ser radicalmente. Não defendo, muito menos, que a solidão seja o único momento possível de nos entendermos a nós mesmos, e que deveríamos manter-nos isolados uns dos outros. Nossa existência (ex-istência) nos projeta para fora, por isso não somos seres prontos; logo, não existiria antropologia, o estudo do homem, porque não somos objetos de estudo prontos; estamos sendo moldados por nosso enfrentamento e entendimento do real. (Boff, p. 26) Poderia ser antropometamorfósislogia , não?! O estudo do homem em mudança, ou melhor, do ser humano em mudança. Essa ex-istência, que nos projeta para fora, justifica a transcendência, ou seja, abertura, ir além. Somos seres enraizados e seres de abertura. É aqui que encontro parte de minha argumentação para dizer: a experiência de estar sozinho também pode ser transcendente. Somos enraizados porque as raízes são nossos limites, os fatos sociais (maneiras de agir externas e coercitivas a nós) que determinam nossas ações, nossa afetividade. E ao mesmo tempo, diz também Leonardo Boff, somos seres de abertura. Porque nossos pensamentos não são segurados; as emoções não podem ser amarradas, elas podem nos levar longe no universo. Somos esse enraizamento, essa abertura, um nó de relações intra e interpessoais. E somos a abertura, as barreiras rompidas. Trancamos-nos em nós, mas vamos ao encontro do outro, então não chega a ser uma contradição. É nesse sentido que a solidão – aqui entendida como recolhimento e não abandono dos demais – nos possibilita um tipo de transcendência diferente: uma abertura para dentro de si mesmo, rompendo primeiro as barreiras do “eu”, desbravando via entranhas o ser incomum e inigualável contido num corpo de matéria e espiritualidade, re-conhecendo-se. Sendo a transcendência o “desafio mais secreto e escondido do ser humano”, também é transcendente a atitude de recolher-se, para depois voltar. Porque habitamos os confins do universo com o pensamento, somos infinitos. Somos transcendentes não porque escolhemos, mas porque é esta a nossa condição. A solidão não é um estilo de vida e, permitam-me o juízo de valor, nem deve ser. Somos os outros e nos precisamos. BOFF, Leonardo. Tempo de Transcendência. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. ¹ Para ilustrar o pensamento, um neologismo. Escrito por Melissa Rocha às 00h48 [] [envie esta mensagem]
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