::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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Ser Especial...

Um dia – não muito longe – eu quero ter a graça de descobrir o que é, de fato, ser especial. Porque dizem os amigos – e os que têm a oportunidade de me conhecer em bons dias ou dias mais ou menos bons – que eu o sou.

Tenho ouvido isso nesses últimos tempos. Mas ainda não encontrei dentro de mim essência que justifique essa minha “aura”.

Além de não ter encontrado tal justificativa, tenho, como qualquer canceriano, a mania – sim, mania – de olhar para a negatividade dos fatos e supervalorizá-la. Logo, é provável que eu não consiga me conceber como alguém que manifesta mistérios para além das convenções, porque, para mim, é isso o que define o “ser especial”.

Talvez o que para meu jovem coração é normal em minhas ações seja específico (ou especial) par aquém vê, está comigo, tem minha amizade.

Talvez meus olhos – para mim o que há de mais misterioso em meu ser – guardem graças. Talvez até este ato tão visceral – escrever – me torne alguém mais personal. Talvez as minhas pequenas loucuras, a vontade de ser correta fazendo pequenas bobagens, de ser certa sem ser retilínea. São esses os atributos de alguém que eu consideraria especial. E se eu me mantiver assim, posso me tornar especial para mim mesma, o que seria uma dádiva, uma graça que eu receberia com o coração sereno e forte.

Sou capaz de citar aqui quem são as pessoas especiais da minha vida, as de ontem e as de hoje. Posso dizer ainda porque algumas o deixaram de ser. Mas em linhas gerais, são especiais todos aqueles a quem, quando posso, dedico uma prosa. São especiais aqueles que um dia leram ou me ouviram dizer: “adorocê”, “amocê”, “amodoro”. Porque eu amo todos aqueles que adoro e adoro todos aqueles que amo.

Falar em linhas gerais é cômodo, e aqueles que me conhecem sabem que eu gosto de ser específica, dar exclusividade, falar e escrever em particular. Mas como não posso fazer isso por aqui, prefiro escrever o seguinte:

Os que são especiais para mim sabem disso.

Vocês, que são meus “seres especiais”, sabem.



Escrito por Melissa Rocha às 00h33
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Quem vai se emocionar, quem vai sentir saudades...

Singularidade. Não encontro palavra mais perfeita para definir as experiências dos últimos dias. Vivi momentos fortes de celebração da vida e dos dons ao lado de pessoas no mínimo maravilhosas, surpresas, presentes de Deus.
Foram 11 dias de convivência intensa, como no ano passado. Mas foi diferente do outro ano, porque já nos conhecíamos melhor e mais. Vivemos como uma família, almoçamos juntos, lanchamos juntos, celebramos juntos, gritamos e curtimos juntos. Aguentamo-nos, aturamo-nos. E o melhor de tudo isso, eu repito: JUNTOS! A melhor graça e a mais bonita que vivi nos últimos tempos.
Só naquele lugar, vivendo aquela experiência de compartilhar a fé e o conhecimento foi que percebi quantas revoluções ocorreram dentro de mim antes disso. Passei um ano fora de Resende, em Belo Horizonte... E, sem olhar para trás, apenas observando as experiências deste presente, posso ver quem sou de fato.
Eu não acredito que conseguimos nos afastar de Deus; estamos o tempo todo Nele. Mas em alguns momentos negamo-nos a aceitar isso. E quantas vezes me deixei levar pelas promessas de algumas ciências e fiz isso... Rejeitei à transcendência que me é imanente, essa transcendência que existe porque sou humana, projeto infinito do Pai. Rejeitei tudo isso porque convinha ao grupo social no qual eu estava inserida. Às vezes temos um coração relutante, revoltado e revoltante, que sente a necessidade de discordar de tudo. Parece-me que me comporto assim. Nem sempre. Mas na grande maioria das vezes. Como isso me incomoda, me angustia.
Passar esses dias aprendendo música e liturgia ao lado de amigos tão profundamente amigos me preencheu um vazio que grita sempre dentro de mim. Os abraços cheios de carinho, de palavras doces e muitas vezes engraçadas me encheram de uma nova fé, em nós e no Deus da vida. Até mesmo as cervejas compartilhadas revelaram-me a necessidade absurdamente humana de estar junto, de dividir, compartilhar. As sonecas durante as aulas, durante os intervalos, as rodas de violão, os meninos cantando música sertaneja, os corinhos improvisados. É tudo tão maravilhoso que, por mais que eu tenha tido algum aborrecimento, vale sempre à pena.
Ter pessoas ao lado é uma graça. Essas, eu não tenho – infelizmente – ao lado todos os dias. De repente, tenho uma vez por ano, durante alguns dias. Mas é um grande presente. E eu sei que essas amizades que surgiram no CELMU* durarão para todo sempre.
Obrigada a cada um que esteve lá e compartilhou momentos bonitos comigo. Obrigada, especialmente, Dan, Nathália, Priscila, Markim, Márcio, Groth, Thiago, Rodrigo, pelos abraços, os sorrisos, as cervejas, as rodas de violão, as choradeiras, os “elogios”, as brincadeiras, as noites mal-dormidas mas sempre construtivas, obrigada por agüentarem minhas maria-chiquinhas e minhas pequenas loucuras, as piadinhas e as risadinhas, obrigada por terem cuidado de mim quando eu estava manhosa e dodói, rs... Obrigada, finalmente, por fazerem parte de experiências singulares que alimentaram e alimentam minhas esperanças. Eu amo vocês demais da conta!
Obrigada, Senhor, Deus da Vida, por ter-Te reconhecido em cada rosto belo e cheio de vida que caminhou e continua caminhando junto de mim.

*Curso Ecumênico de Liturgia e Música


Escrito por Melissa Rocha às 23h44
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