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Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua! Idade: pra quê você quer saber? Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..." Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs) Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe) Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns. Músicas: Se eu quiser falar com Deus. Olha eu aqui, ó:
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TUDO O QUE MOVE É SAGRADO Sacramento, no popular, é ritual que marca as fases da vida do crente. É um conceito cristão. “Sacramento” é "símbolo de coisa sagrada" ou "forma visível de uma graça invisível". (Santo Agostinho) Sacramento vem do latim - sacramentum, mysterium, traduzidos do grego mysterion. O mistério não significa, porém, uma deficiência humana, um “não-saber” ou “não-atingir”. O mistério leva o ser humano ao conhecimento do outro, e a maneira adequada de se conhecer o outro é amando-o. O mistério é invisível, o sacramento é o sinal dessa graça invisível. Na tradição cristã-católica esse Mistério é o Acontecimento Pascal, a celebração da vida, morte e ressurreição de Cristo e a doação do Espírito Santo. Os sacramentos, pois, condensam a celebração do todo da vida, a festa. Em cada sacramento celebramos a graça de Deus presente em nossa vida à luz do Mistério Pascal de Cristo, recordando este mistério. Mesmo antes ou sem a celebração dos Sacramentos a graça de Deus está presente. O sacramento é a celebração desta presença. (Hottz, p.18) A graça de Deus não se trata de algo fora do ser humano, mas a relação deste com Deus. Graça é dom, ato recíproco e gratuito, não é mérito do ser humano, graça é charis (grego), favor sem recompensa, Deus se doando. Se sacramento é sinal visível de graça e graça é Deus presente, como podem os sacramentos ser meramente ritualísticos, como são entendidos na grande maioria das vezes? Sacramento é a celebração, a foto e a lembrança de, por exemplo, batizado, primeira Eucaristia? Como pode o todo da vida não ser sacramento? Estar na presença do outro, amar o outro e, assim, conhecê-lo, é fazer e tornar a vida momento de encontro sacramental. É sacramento uma troca de olhares mútuos, recíprocos. É sacramento um bom dia ao vizinho. É sacramento o encontro a dois a fusão, complementação de corpo, mente e alma animus e anima[1]. Em tudo isso podemos observar como somos seres – como diz Leonardo Boff – de estrutura pascal. (a continuação é o post anterior, parte II)
[1] expressão difundida pelo psicanalista C.G. Jung para designar a dimensão masculina (animus) e feminina (anima) presentes em cada pessoa. Escrito por Melissa Rocha às 01h26 [] [envie esta mensagem]
TUDO O QUE MOVE É SAGRADO, PARTE II (...continuação)
Fazer da vida sacramento é admitir, viver e reconhecer a presença e penetração da graça de Deus em nossos dias. Os sacramentos da Igreja são convites à vivência da experiência de Deus. São convites a experimentar Deus, a estar na e ser transcendência. Assim, podemos encontrar o sagrado naquilo que, por vista grossa, é profano. Tanta coisa é profanada por nós mesmos... O amor, a família, a amizade, a relação com a natureza, enfim, a relação com o alter[2], que não é uma pessoa ou outra, mas um todo de gentes e de gente. Deixamos secularizar aquilo que é o mais sagrado de todos os acontecimentos: a vida. A vida enquanto dom, nosso e de Deus; a vida enquanto direito; a vida enquanto existência; a vida enquanto essência humana, e, logo, divina. A vida precisa do cuidado de mãos que sabem cuidar – ou de mãos que podem aprender a cuidar, de gestos que amam, gestos que purificam, palavras que vivificam, olhares e visões que plenificam, abraços que complementam e completam, ações que a engrandeçam, doação de coração, espaço para a transcendência. Nossas ações de morte são, por vezes, inevitáveis. Mas a morte não é um oposto à vida, é parte da vida. O que não significa que deve haver morte para que a vida se faça, que deve haver opressão de gentes e mentes para que o ser humano seja livre e tenha sua dignidade e sua cultura respeitadas. Viver é o todo. É a grande liturgia! É permanecer e movimentar-se num cosmos de relações íntimas com o coração de Deus a todo instante. Porque estar no coração de Deus é pisar neste chão, caminhar com os pés e tudo o que somos em direção a uma “mística de tudo”, ou uma “espiritualidade na carne quente e mortal, dimensão do ser humano” (Boff, p. 51). Viver é, por excelência, um ato sacramental. É sempre selar compromisso, é sempre criar encontro e espaço privilegiado para a transcendência. Por isso, já dizia São Tomás de Aquino: “A TODA VIDA, TODA GRAÇA!” BOFF, L. Espiritualidade – um caminho de transformação. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. BOFF, L. Tempo de Transcendência – o ser humano como um projeto infinito. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. HOTTZ, Paulo Roberto. Sacramentos I. Apostila do Instituto Diocesano de Teologia Monsenhor Barreto. CIC – Catecismo da Igreja Católica. p. 222, 774. São Paulo: Loyola, 2000. Escrito por Melissa Rocha às 01h25 [] [envie esta mensagem]
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