::Sobre Mim::




Nome: Melissa Rocha, Mel, Melithil, Melnina da Lua!

Idade: pra quê você quer saber?

Cidade: "Como vai BH? Ouve a voz da montanha. Sei de cor meu lugar, Belo Horizonte..."

Gosto: da vida, de sonhar, de dormir, de falar, de escrever, de rosas vermelhas, de águias, de corujas, de amar, da família, da lua, dos amigos, Teologia e Filosofia de Boteco (rsrs)

Odeio: mediocridade, fundamentalismo, racionalismo exarcebado, racionalidade instrumental - embora muitas vezes esta me sirva bem, dieta - rs, direita conservadora, canja de galinha, pagode e mais um monte de trem! (hehe)

Filmes: Cidade dos Anjos, Matrix, Grease, Dirty Dancing, Quem somos nós, Batismo de Sangue. Mais alguns.

Músicas: Se eu quiser falar com Deus.

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A poesia que, agora triste, mesmo assim vai de flor em flor.


Não sei para onde olhar. A espada está tão suja de sangue... Cheia de coágulos que tantas lágrimas ainda não deram conta de limpar.
Sinto-me como um rio represado, numa tensão que corrói suas margens, suas barragens, e atiça seus peixes e toda vida que há em seu leito.
Caminhei tanto, passei por tantos vales sombrios com a espada na mão, lutando bravamente, matando os Orcs. Senti o gosto amargo e o cheiro do sangue deles respingado em meu rosto. Tudo... Tudo eu suportei. Com a espada sempre digna. Porque agi com verdade. Porque fiz do meu coração o escudo.
Sinto que acabei a luta sozinha. Não sei se perdi ou ganhei. Não sei se isso importa.
Meus olhos incham e marejam por não saberem para onde olhar. E os pés doem por não saberem para onde ir. As sandálias têm os solados gastos, os pés estão expostos aos espinhos. As panturrilhas pesam, confessam aos pés cansaço. E os joelhos é que mantêm o corpo, de alguma maneira, sustentado. Mas também com dor. Eu preciso de ajuda para andar. Não consigo caminhar agora. A dor dos joelhos não permite o movimento. Todos os guerreiros passam e dizem: força, continue, você agüenta. Mas nenhum deles me estende os braços para que eu possa iniciar outra caminhada ou prosseguir.
E passam ventos cheios de folhas e ciscos da natureza ali presente, neste outono... Entram nos meus olhos os ciscos. Tornam-os mais vermelhos e caem mais lágrimas. Molham meu pescoço, o peito, caem no chão seco.
Falta comida na bagagem, falta agasalho para o frio que vem, falta querosene para acender o fogo.
Lutei tanto. A luta árdua. Vigorosa. Majestosa. E para nada nem de nada valeu.
Sinto-me derrotada. No momento mais difícil, sozinha. O vento da floresta é frio, seco. Cheio de poeira.
A lua se escondeu com sua luz tímida e não me doa seu brilho. O sol parece não se lembrar de mim. As flores desabrocharam e viraram-se para o outro lado.
Não vejo a luz... Temo o próximo passo. Temo o próximo lugar.

Escrito por Melissa Rocha às 01h11
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